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Cameron diz que não sabia de ligação de ex-editor com seu partido

20 Jul 2011 - 11h30

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, negou nesta quarta-feira que soubesse que o ex-editor adjunto do "News of the World", Neil Wallis, que foi preso na semana passada sob suspeita de participação no escândalo dos grampos, foi conselheiro do Partido Conservador antes da eleição.


A informação foi publicada na véspera pelo jornal britânico "Guardian". O jornal, que cita fontes anônimas, disse que Wallis ajudou o diretor de comunicação do primeiro-ministro, Andy Coulson -- que também foi preso no escândalo --, em 2009, quando se realizavam os preparativos para as eleições gerais.

Uma fonte disse que Wallis trabalhou em um "projeto de curto prazo" que, segundo estimativa da fonte, durou cerca de uma semana, ainda que Wallis não tenha sido pago por isso.

Wallis, que era editor adjunto de Coulson, quando este editou o "News of the World", aconselhava sobre a melhor forma de obter cobertura sobre uma proposta política "específica" em tabloides.

Cameron disse que seu Partido Conservador não pagou e nem teve contrato com Wallis --declarações vaiadas pelos presentes.

Ele disse ainda que ficou sabendo dos relatos apenas na noite de domingo.

"O presidente do Partido Conservador confirmou a mim que nem Neil Wallis nem sua empresa foram empregados ou contratados pelo partido", disse

Wallis did do some informal work for Coulson. But Cameron says: "To the best of my knowledge I did not know anything about this until Sunday night."

"No meu conhecimento, não sabia de nada disso até domingo a noite", disse Cameron, que prometeu ser "totalmente transparentes neste tema".


No domingo (17) Paul Stephenson, então chefe da Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), renunciou justamente por seus laços com Wallis, em meio a especulações de que a chefia da Scotland Yard teria trabalhado para evitar uma investigação a fundo do escândalo de grampos envolvendo a publicação, que começou em 2006.

Ele afirmou que dez dos 45 funcionários de imprensa que trabalham para a Scotland Yard são do conglomerado. Entre eles está Wallis, que foi contratado por Stephenson para ser consultor de relações públicas da polícia por um ano, até setembro de 2010.

No domingo, a imprensa britânica informou que Stephenson teria passado algumas semanas em um spa de luxo, com as despesas pagas por Wallis, que era assessor de imprensa do local. A polícia diz que a fatura foi paga pelo gerente do hotel, mas não explica por que o policial recebeu o presente.

Há ainda a suspeita de que o tabloide pagaria propina à polícia por informações e para que ela não se esforçasse para investigar as denúncias de escutas telefônicas ilegais.

Em um audiência nesta terça feira, Stephenson negou qualquer laço inapropriado com Wallis e negou também saber que o jornal grampeava milhares de celebridades, políticos, funcionários da família real e até, segundo denúncias mais recentes, familiares de soldados mortos em guerra e vítimas de crime.

"Por que não informei ao primeiro-ministro antes que o nome de Wallis esteve vinculado com as escutas telefônicas: Não tinha razão alguma para relacionar Wallis com as escutas telefônicas. Não tinha razão para duvidar que havia algo inapropriado", disse Stephenson, argumentando que Wallis trabalhava apenas meio-período para a Scotland Yard.

fONTE:Folha SP

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