Mês do Trânsito - Rádio
Geral

Brasil reduziu desmate ilegal em 77% desde 2004, afirma Dilma

11 Jun 2012 - 13h55

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (11) que o desmatamento ilegal teve uma redução de 77% desde 2004 e atingiu o menor nível da história do país.


Leia mais no Especial Rio+20
Folha lança aplicativo sobre a Rio+20 para smartphone

Às vésperas da Rio+20, a presidente utilizou seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta" para listar ações de proteção ao ambiente, que foram apresentadas em cerimônia no Palácio do Planalto na última terça-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente.

"Em 2011 nós registramos o menor desmatamento da história do país. Eu me orgulho muito de termos conseguido, diminuir o desmatamento ilegal em 77% quando a gente compara com os índices de 2004, ano em que o Brasil lançou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia", disse.

A presidente afirmou que este resultado se deve à forte fiscalização realizada pelo governo e lembrou que mais de 80% da Floresta Amazônica está preservada hoje.

Na próxima quarta-feira, a presidente deve ir ao Rio de Janeiro para a abertura da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável.

Dilma afirmou que o Brasil pretende apresentar ao mundo um modelo de desenvolvimento com base em três eixos: crescer, incluir e proteger. "O Brasil tem dado um grande exemplo de respeito ao meio ambiente, mas, também, de capacidade de combinar a proteção da natureza com a redução da pobreza e o crescimento econômico.

Na última década, elevamos 40 milhões de brasileiros à classe média, tiramos outras dezenas de milhões de brasileiros da pobreza e, ao mesmo tempo, reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia e mantivemos o crescimento econômico", afirmou.

UNIDADES DE PRESERVAÇÃO

No programa, Dilma Rousseff também citou a criação de unidades de conservação e a regularização de terras indígenas, anunciadas na terça-feira.


De acordo com a presidente, o Brasil é responsável por 75% de todas as áreas de preservação ambiental criadas no mundo nos últimos nove anos. "Na semana passada, nós criamos duas novas Unidades de Conservação. Uma delas é a Reserva Biológica de Bom Jesus, no Paraná, que é uma área da Mata Atlântica; a outra é o Parque Nacional Furna Feia, na Caatinga do Rio Grande do Norte. Nós também ampliamos outras três Unidades de Conservação e oficializamos sete áreas indígenas", disse a presidente.

Ainda sobre as medidas já anunciadas, a presidente destacou o decreto que institui "compras sustentáveis" para o governo federal e a criação de unidades de proteção ambiental. Sobre as compras, Dilma afirmou que a União vai dar prioridade "a produtos e serviços que forem fabricados respeitando o meio ambiente".

"A partir de agora nós vamos exigir ou vamos dar prioridade a produtos e serviços que sejam produzidos ou feitos de forma sustentável. Isso significa que se a gente tiver dois fornecedores de um determinado produto, vamos comprar daquele que produz com menor impacto sobre as matas, o ar, o solo e os rios, com economia de água e energia", explicou.

Dilma Rousseff também citou a criação do programa Bolsa Verde, um benefício de R$ 300 pago pelo governo federal para famílias extremamente pobres que trabalhem com produção agrícola sustentável "sem desmatar ou destruir o meio ambiente". De acordo com a presidente, hoje 23 mil famílias recebem o benefício.

FOLHA.COM.BR

Matérias Relacionadas

Segurança

[VÍDEO] Carro pega fogo no Jaraguá Esquerdo

O fato ocorreu por volta das 10h30
[VÍDEO] Carro pega fogo no Jaraguá Esquerdo
Esportes

Com vitórias simples, Grêmio e Inter irão às oitavas da Libertadores

Também nesta terça, Athletico-PR pode se classificar em Curitiba
Com vitórias simples, Grêmio e Inter irão às oitavas da Libertadores
Geral

Confiança dos serviços cresce 2,9 pontos em setembro, diz FGV

O índice chegou a 87,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos
Confiança dos serviços cresce 2,9 pontos em setembro, diz FGV
Economia

Bolsonaro diz que está aberto a sugestões para recuperação da economia

Estado de emergência por causa da covid-19 termina em 31 de dezembro
Bolsonaro diz que está aberto a sugestões para recuperação da economia
Ver mais de Geral