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Brasil prevê dificuldades para o acordo de livre comércio entre União Europeia e Estados Unidos

18 Fev 2013 - 20h04

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje (18) que é cedo para avaliar possíveis impactos de um acordo de livre comércio entre União Europeia e Estados Unidos. Ele disse que existe uma nova configuração de poder no mundo e lembrou que o Brasil tem se destacado nas relações entre os países da região denominada Sul-Sul.


"É prematuro falar qual exatamente pode ser o impacto, quando não se sabe como será a gênese desse acordo. De qualquer maneira, a política comercial de qualquer país é um processo dinâmico. O Brasil não se posicionará em desvantagem, na medida que está sempre procurando vantagens na área do comércio exterior", disse.

Na opinião de Patriota, os países que vão aderir ao acordo terão dificuldade para chegar a consenso sobre alguns pontos, como o que trata das tarifas praticadas em alguns setores. Pelas regras da Organização Mundial do Comércio, o acordo de livre comércio tem que contemplar todos os segmentos de comércio dos países integrantes. "Lá tem tarifa relativamente baixa e, talvez, não sejam complementares em áreas como agricultura. Existe grande dúvida sobre os subsídios à agricultura, se poderão ser desmantelados ou não", disse Patriota.

A declaração foi feita após um encontro entre o ministro brasileiro e o chanceler do Suriname, Winston Lackin. Durante toda a manhã, os diplomatas definiram acordos de cooperação em saúde, educação e agricultura. O Brasil se comprometeu a ajudar o Suriname no desenvolvimento da agricultura por meio de assistência técnica aos produtores.

O chanceler do Suriname manifestou interesse em se tornar membro associado do Mercosul. "Temos grande interesse em entrar como membro associado. Mas, é claro que os técnicos têm que estudar bastante as possibilidades e as consequências. O Suriname tem uma economia bem menor e vamos esperar o estudo dos técnicos", disse Lackin.


Segundo Patriota, o governo brasileiro está organizando uma missão ao país "para facilitar a realização dessa aspiração e, até mesmo, olhar para um horizonte de médio e longo prazo".

Antonio Patriota também aproveitou para desejar votos de recuperação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que anunciou hoje (18) estar de volta ao seu país, depois de quase três meses em tratamento contra um câncer em Cuba.

AGÊNCIA BRASIL