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Bombardeios aliados matam 13 rebeldes no leste da Líbia, diz TV

02 Abr 2011 - 12h12

Aviões de combate da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizaram neste sábado bombardeios na cidade líbia de Ajdabiya, no oeste do país, deixando ao menos 13 rebeldes mortos, segundo informações da rede de televisão Al Jazeera.


A emissora acrescenta que outros sete membros das forças revolucionárias ficaram feridos ao serem atingidos enquanto viajavam a bordo de quatro veículos 4x4, no que parece ser um erro da aviação da Otan.

Segundo a Al Jazeera, as autoridades de Trípoli, por sua vez, acusaram as forças aliadas de terem matado seis civis com seus bombardeios, que deixaram ainda 12 feridos também em Ajdabiya.

Os aviões da Otan, que assumiu o comando das operações militares na Líbia na última quinta-feira, bombardearam também alvos na região de Brega, zona portuária e petrolífera ao oeste de Benghazi, acrescenta a emissora.

Esta informação foi confirmada por fontes governamentais líbias, que detalharam que os bombardeios alcançaram posições das forças fiéis ao líder líbio, Muammar Gaddafi.

A intervenção aliada, indica a Al Jazeera, permitiu que as tropas rebeldes retomassem o controle de grande parte dessa cidade situada entre Benghazi, o reduto dos revolucionários, e Sirte, cidade natal de Gaddafi.

Na semana passada, durante sua ofensiva rumo a Sirte, os rebeldes retomaram o controle de Brega, assim como de Ajdabiya e Ras Lanuf, antes de perder suas conquistas pelo contra-ataque das forças de Gaddafi

CESSAR-FOGO

Na sexta-feira, o governo de Gaddafi rejeitou as condições impostas pelos rebeldes para um cessar-fogo, alegando que as tropas líbias não deixarão as cidades ocupadas, como exigido pela oposição.

"Eles estão nos pedindo para sair das nossas próprias cidades... Se isso não é loucura, não sei o que é. Não vamos deixar as nossas cidades", disse o porta-voz do governo, Mussa Ibrahim.

Os rebeldes na Líbia anunciaram também nesta sexta-feira que estavam prontos para respeitar uma trégua desde que as forças pró-Gaddafi suspendessem a ofensiva contra as cidades tomadas e se retirassem das que estão cercando.


"Não deixaremos nossas cidades. Somos nós o governo, não eles", insistiu Ibrahim, afirmando, no entanto, que o regime estava sempre pronto para a paz e o diálogo.

Segundo ele, as forças leais a Muammar Gaddafi respeitam a resolução imposta pela ONU.

TENTATIVA DE TRÉGUA

O regime do ditador líbio tentava abrir um diálogo com as potências ocidentais para encerrar a batalha no país, em um sinal de que Trípoli não vê uma saída militar à guerra contra os rebeldes oposicionistas.

"Nós estamos tentando conversar com os britânicos, franceses e americanos para encerrar o assassinato do povo. Nós estamos tentando achar uma solução mútua", disse o ex-primeiro-ministro Abdul Ati al-Obeidi, ao Channel 4, citado pelo jornal britânico "Guardian".

A declaração seria a confirmação dos relatos na imprensa de que Gaddafi tenta negociar com os britânicos.

FOLHA.COM



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