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BMW pode desistir de vir para o Brasil

14 Mar 2012 - 18h00

O aumento de impostos para a importação de carros levou a BMW a ameaçar desistir de abrir uma fábrica no Brasil, o que atrapalha diretamente Araquari, apontada como favorita para receber os investimentos de 350 milhões de euros (R$ 828,6 milhões pela cotação de terça-feira).

O diretor de produção da montadora alemã, Frank-Peter Arndt, disse terça-feira que a empresa não vai ao Brasil para ter prejuízo.

O secretário estadual do Desenvolvimento, Paulo Bornhausen, disse que a declaração do executivo faz a situação ficar mais complicada para o Brasil. Lembrou que desde a semana passada o Ministério da Fazenda anuncia que o decreto sobre o imposto está pronto, mas até agora não há nenhuma novidade.

Ele falou que o governador Raimundo Colombo se reuniu várias vezes com o ministro e a presidente Dilma Rousseff e a possibilidade de influência chegou no limite.

- Estamos tensos -, admitiu.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, está menos preocupada. Por não estar inteirada das negociações ela preferiu não se pronunciar. Pior para o Estado, porque a barreira para a chegada da BMW se encontra na esfera federal.

Toda a questão gira em torno do aumento de 30 pontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados anunciado em setembro do ano passado.

A medida acertou em cheio os planos da BMW, que pretendia usar diversos componentes produzidos em outros países. Pelas novas regras, somente veículos com 65% de peças feitas no Mercosul são isentos da cobrança.

Ocorre que não há condições de uma fábrica recém-instalada produzir com tantos fornecedores locais, garante a Associação Brasileira de Importadores de Veículos Automotores (Abeiva).

A média de nacionalização no primeiro ano é de 15% e, neste caso, os carros produzidos no Brasil ficariam muito caros e sem chances de competir no mercado. No melhor dos cenários, o nível exigido pelo governo brasileiro seria atingido somente após quatro anos de operação.

Segundo a Abeiva, o presidente da BMW no Brasil esteve pelo menos três vezes com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente Dilma Rousseff. A proposta era flexibilizar a cobrança. O aumento de impostos para a importação de carros levou a BMW a ameaçar desistir de abrir uma fábrica no Brasil, o que atrapalha diretamente Araquari, apontada como favorita para receber os investimentos de 350 milhões de euros (R$ 828,6 milhões pela cotação de terça-feira).

O diretor de produção da montadora alemã, Frank-Peter Arndt, disse terça-feira que a empresa não vai ao Brasil para ter prejuízo.

O secretário estadual do Desenvolvimento, Paulo Bornhausen, disse que a declaração do executivo faz a situação ficar mais complicada para o Brasil. Lembrou que desde a semana passada o Ministério da Fazenda anuncia que o decreto sobre o imposto está pronto, mas até agora não há nenhuma novidade.

Ele falou que o governador Raimundo Colombo se reuniu várias vezes com o ministro e a presidente Dilma Rousseff e a possibilidade de influência chegou no limite.

- Estamos tensos -, admitiu.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, está menos preocupada. Por não estar inteirada das negociações ela preferiu não se pronunciar. Pior para o Estado, porque a barreira para a chegada da BMW se encontra na esfera federal.

Toda a questão gira em torno do aumento de 30 pontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados anunciado em setembro do ano passado.

A medida acertou em cheio os planos da BMW, que pretendia usar diversos componentes produzidos em outros países. Pelas novas regras, somente veículos com 65% de peças feitas no Mercosul são isentos da cobrança.

Ocorre que não há condições de uma fábrica recém-instalada produzir com tantos fornecedores locais, garante a Associação Brasileira de Importadores de Veículos Automotores (Abeiva).

A média de nacionalização no primeiro ano é de 15% e, neste caso, os carros produzidos no Brasil ficariam muito caros e sem chances de competir no mercado. No melhor dos cenários, o nível exigido pelo governo brasileiro seria atingido somente após quatro anos de operação.

Segundo a Abeiva, o presidente da BMW no Brasil esteve pelo menos três vezes com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidente Dilma Rousseff. A proposta era flexibilizar a cobrança.

Seria estipulado um cronograma de investimentos, que cumprido, isentaria a montadora. A resposta deveria ter ocorrido em dezembro e, depois, em fevereiro. A associação avalia que a demora sugere que o governo vai endurecer na negociação.

A comunicação corporativa da BMW no Brasil informou que, se ficar muito caro, não há porque vir para o país, mas garantiu que ainda não há nenhuma decisão. Acrescentou que no momento são avaliados critérios para saber a viabilidade do projeto.

- A fábrica deve sair, porque a montadora e o governo federal tem interesse convergentes -, afirma o advogado Jorge Zaninetti, sócio da Siqueira Castro Advogados e especialista em impostos e comércio exterior.

Ele explica que é racional o governo ceder para atrair os investimentos e os alemães fazerem concessões para estar num mercado promissor.

Seria estipulado um cronograma de investimentos, que cumprido, isentaria a montadora. A resposta deveria ter ocorrido em dezembro e, depois, em fevereiro. A associação avalia que a demora sugere que o governo vai endurecer na negociação.

A comunicação corporativa da BMW no Brasil informou que, se ficar muito caro, não há porque vir para o país, mas garantiu que ainda não há nenhuma decisão. Acrescentou que no momento são avaliados critérios para saber a viabilidade do projeto.

- A fábrica deve sair, porque a montadora e o governo federal tem interesse convergentes -, afirma o advogado Jorge Zaninetti, sócio da Siqueira Castro Advogados e especialista em impostos e comércio exterior.

Ele explica que é racional o governo ceder para atrair os investimentos e os alemães fazerem concessões para estar num mercado promissor.

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