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Barreira comercial para importados da Argentina reflete em aumento nos preços nas prateleiras do Brasil

16 Mai 2012 - 13h38

O Brasil levantou barreiras para seis produtos importados da Argentina e o reflexo vai aparecer nas padaria e supermercados. Integrantes da lista, vinhos e queijos subirão de preço bem na boca do inverno. A medida também dificulta a entrada de farinha de trigo, por isso massas e pães ficarão mais caros.


Mas é óbvio que o governo brasileiro não trabalha para prejudicar a população. A medida é uma reação à política Argentina de restringir a entrada de carne suína, têxteis, móveis, calçados e máquinas agrícolas. A resposta de Brasília foi acabar com a licença automática da batata, maçã, uva, farinha de trigo e vinho.

Desde 8 de maio, é preciso autorização prévia para conseguir o documento que contém informações sobre a mercadoria para controle das autoridades e sem o qual não é liberada a entrada no país. O processo pode demorar até 60 dias.

A longo prazo a queda de braço pode ser boa para a indústria, mas num primeiro momento os consumidores pagarão mais por alguns produtos. Matéria-prima de massas e pães, a farinha de trigo argentina responde por 89,8% das importações brasileiras.

Seguindo a velha regra econômica, a queda na oferta levará a aumento nos preços resume Mauricio Machado, presidente do Sindicato das Panificadoras. Mas o impacto pode demorar um mês, tempo para usar o estoque.

Reação brasileira que levou ao aumento dos preços no supermercado é iniciativa do setor agrícola

O presidente da rede de Supermercados Giassi, Zefiro Giassi, conta que vinhos, queijos e uva passas têm presença nas gôndolas e devem sofrer aumento de preço pelo mesmo motivo. Ele diz que o tamanho do reajuste é difícil de ser estabelecido no primeiro momento. No caso da batata, existe substituição nacional, mas a mercadoria importada tem melhor qualidade e preço.


A reação brasileira que levou a este cenário é uma iniciativa do setor agrícola, bastante prejudicado pelas barreiras argentinas. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lembra que antes das restrições argentinas eram embarcadas três mil toneladas por mês.

Hoje, nada é vendido ao país vizinho, afirma Mário Lanznaster, presidente da Aurora. Ele ressalta ainda que o dólar está num bom patamar para exportar. O setor têxtil é outro que enfrenta dificuldade por causa da postura Argentina e vê o comércio estagnado aponta Ulrich Kuhn, presidente do sindicato do setor na região de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A queda no comércio de SC com a Argentina pode ser sentida na aduana de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste do Estado. O número de caminhões para o exterior caiu de 2.126 para 1.765 no primeiro quadrimestre de 2012 na comparação com o ano passado relata o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Bortoze. Ele diz que o número só não é menor porque houve aumento nas viagens para o Chile que respondem por 80% dos veículos.

DIÁRIO CATARINENSE

Premix Concreto

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