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Após mais de 12 horas, família feita refém é libertada em BH, diz polícia

05 Jun 2012 - 17h10

Após mais de 12 horas, a família feita refém em casa no bairro Fernão Dias, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foi liberada na manhã desta terça-feira (5), de acordo com a polícia. Os suspeitos se entregaram por volta das 7h30, depois de exigir a presença da imprensa dentro do imóvel. Deste a noite desta segunda-feira (4), pai, mãe, duas filhas do casal e babá eram feitos reféns. De acordo com a Polícia Militar (PM), ninguém ficou ferido, mas a família vai ser encaminhada para um posto de saúde. 


Ainda segundo a PM, não há informações se os cinco suspeitos queriam roubar o banco onde a mulher trabalha ou o apartamento da família. Inicialmente, a polícia havia divulgado que eram quatro envolvidos, mas depois confirmou a participação de uma mulher. Eles renderam as vítimas e as ameaçaram durante o sequestro com duas armas. Depois do fim do sequestro, os suspeitos foram presos e ainda não há informações para onde vão ser encaminhados.

A polícia informou que os criminosos estavam vestidos com uniforme da Polícia Civil, quando abordaram os reféns no início da noite desta segunda-feira (4). Por telefone, o dono da casa conversou com a reportagem da TV Globo.

O homem contou que foi rendido quando chegava ao prédio junto com uma de suas filhas e a mulher dele, que é gerente de um banco. O refém também afirmou que ninguém se feriu e que os sequestradores libertariam uma das crianças em troca de um pacote de cigarro.

Por volta das 0h30 desta terça-feira (5), a polícia afirmou que os sequestradores libertaram uma das filhas da família que era feita refém em Belo Horizonte. Assim que deixou o apartamento, a criança de quatro anos foi encaminhada para o hospital.  Meia hora depois, à 1h, a segunda filha do casal mantido refém foi liberada.

Para que o interior do apartamento não fosse visto, a janela da frente do imóvel foi coberta com um lençol. Por volta das 21h45, um dos suspeitos apareceu na varanda, ameaçando uma mulher com uma arma, cena que se repetiu por diversas vezes.


Desde o início da noite desta segunda-feira, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) negociava com os suspeitos. Eles disseram que somente iriam se entregar na manhã desta terça-feira e pediam a presença da Polícia Federal (PF). O local foi isolado pela PM, e viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas.

GLOBO.COM.BR

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