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Anvisa encerra debates e deve decidir pela proibição de emagrecedores

16 Jun 2011 - 12h11

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) encerrou ontem os debates em torno da discussão sobre proibir ou não os remédios para emagrecer no País. Apesar de ainda não haver um posicionamento definitivo, tudo indica que a agência vai mesmo retirar os remédios do mercado.


Isso porque a equipe técnica da Anvisa manteve a recomendação para o cancelamento do registro dos inibidores de apetite. O documento servirá de base para que a diretoria colegiada da agência defina os rumos do uso desses remédios. O presidente da agência, Dirceu Barbano, afirmou que o relatório final deverá ser votado até o início de agosto.

A intenção de banir as drogas foi anunciada pela Anvisa em fevereiro e adiantada pelo Estado. Os remédios em discussão são: sibutramina, femproporex, mazindol e dietilpropiona.  

Favorável à proibição, Barbano tem dito que reverteria sua posição apenas se houvesse algum fato novo relevante durante o painel científico internacional, realizado ontem com especialistas de várias áreas.

"Todas as exposições a que assistimos reforçam os argumentos usados no nosso primeiro parecer", afirmou a chefe do Núcleo de Notificação da Anvisa, Maria Eugênia Cury. Em linhas gerais, esse primeiro documento aponta que os riscos desses remédios são maiores que os benefícios da perda de peso.


Entre os palestrantes convidados estava o cardiologista dinamarquês Christian Torp-Pedersen, um dos coordenadores do estudo Scout - que avaliou os riscos da sibutramina em pacientes com problemas cardíacos. Os resultados desse estudo foram o gatilho para a Anvisa iniciar a discussão sobre a proibição.

Fonte: Estado de SP

 

Premix Concreto

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