GERAL

Alunos em fuga foram abrigados por vizinhos

15 Mar 2019 - 09h01Por Paula Felix

A estudante Mayara Diaciunas, de 22 anos, estava em seu quarto quando ouviu algo que parecia um disparo. Como a família tomava o café da manhã tranquilamente, não saiu de lá para ver o que estava acontecendo. Depois que sua tia viu, no circuito interno de câmeras, que jovens pulavam o muro da escola, a família se mobilizou para ajudá-los.

"A gente abriu o portão e os adolescentes vieram correndo. Primeiro, entraram quatro meninas e um rapaz. Colocamos os cinco para dentro e fechamos o portão." Ela relata que os jovens estavam muito nervosos e mal conseguiam falar. A cada novo disparo, eles gritavam.

"Demos água com açúcar e eles ficaram tentando falar com a família e com os amigos que ainda estavam na escola."

Muito assustados, os adolescentes relataram que chegaram a ser seguidos pelo jovem que portava um revólver, mas conseguiram escapar quando ele foi recarregar a arma.

"O garoto contou que não conseguiu pular o muro e se escondeu. Ele viu o atirador apontando para a cabeça do pessoal. Só depois ele conseguiu sair de onde estava e pular o muro."

Segundo Mayara, houve um momento de silêncio e os disparos foram retomados. "Nessa hora, fomos para fora e abrigamos mais duas meninas."

Ela calcula que os alunos ficaram na sua casa por 30 minutos. "Vi quando o garoto foi embora. Ele nos abraçou, mas não sei o nome de nenhum deles."

O aposentado Carlos Augusto Winkler, de 59 anos, relembra que a filha de 15 anos chegou da aula de francês no Centro de Estudo de Línguas (CEL), que funciona na escola, e que, 15 minutos depois, reconheceu o som do primeiro tiro.

"Ouvi um disparo e tentei localizar de onde tinha vindo. Então, ouvi outro. O portão estava encostado. Abri e fui chamando para dentro, tomando cuidado com quem eu deixava entrar. Uns 25, 30 jovens ficaram aqui."

Segundo ele, alguns estavam machucados. "Teve um menino que foi baleado no rosto. Soube que ele está internado, mas está se recuperando."

Winkler viu ainda a chegada do policial à paisana que foi ao local. "Ele veio andando encostado no muro. Depois, chegou a Polícia Militar." Sobre o retorno da filha às aulas, ele diz: "A preocupação já é constante". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Premix Concreto

Matérias Relacionadas

Geral

Homem é condenado a saldar dívida de empréstimo feito em nome da mãe em Jaraguá

O herdeiro, que firmou o contrato de adesão ao financiamento em 2009, deixou de honrar seu dever após a morte da mãe, sob a alegação de irregularidades na procuração
Homem é condenado a saldar dívida de empréstimo feito em nome da mãe em Jaraguá
Geral

Concluídas pavimentações em mais duas ruas de Jaraguá

Mais de 30 obras estão em andamento neste momento no município, com investimento de mais de R$ 30 milhões.
Concluídas pavimentações em mais duas ruas de Jaraguá
Economia

Emissão de alvarás de construção em Jaraguá cresce quase 70% em 2021

Nos três primeiros meses deste ano, a Prefeitura emitiu 366 alvarás de construção. Contra 218 no mesmo período do ano passado
Emissão de alvarás de construção em Jaraguá cresce quase 70% em 2021
Geral

Prefeitura firma parceria para repasse de recursos para a Apae de Guaramirim

Valor repassado será de R$ 730 mil 
Prefeitura firma parceria para repasse de recursos para a Apae de Guaramirim
Ver mais de Geral