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Alta da gasolina representa pressão a mais na inflação

20 Abr 2011 - 11h40
Depois dos alimentos, é a vez do preço do álcool e da gasolina pressionar a inflação e despertar a preocupação do Banco Central.

Ao se reunir hoje para definir a nova taxa básica de juros da economia --Selic--, o Copom (Comitê de Política Monetária) poderá levar em conta a recente disparada nas bombas.

Nas últimas quatro semanas, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, o litro da gasolina ficou, em média, 4,66% mais caro. Embora o governo -- por meio da Petrobras-- mantenha os preços sob controle, um quarto do litro do combustível é álcool anidro.

Desde o início do ano, esse etanol --que é diferente do vendido diretamente na bomba--dobrou de preço.

A escalada levou economistas a apostar que a inflação em 12 meses vá passar o teto da meta para este ano --de 6,5%-- já em abril. Em março, a inflação medida pelo IPCA, índice oficial usado pelo governo para fixar metas, foi de 6,3% em 12 meses.

"O problema no etanol e agora na gasolina nos fez antecipar o estouro da meta", afirma o economista da corretora Máxima, Elson Telles.

No relatório de inflação de março, o BC afirma que, em 12 meses, a inflação superaria o teto da meta por volta de julho e que isso não se estenderia por mais de três meses. A Folha adiantou que o governo já espera que o estouro ocorra em maio.

Na previsão de analistas, o BC deverá elevar os juros, atualmente em 11,75% ao ano, para combater a inflação. As projeções de alta variam de 0,25 a 0,50 ponto percentual, o que poderia levar a taxa a 12,25%.

"O álcool sempre pressiona a gasolina nesta época, a novidade deste ano é a intensidade [maior]", afirma o economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges.

Na sua avaliação, a gasolina deve fechar o mês de abril com alta de 4%. Se a estimativa se comprovar, segundo Elson Telles, a contribuição do combustível no IPCA será de pelo menos 0,16 ponto percentual no mês. Somando-se o aumento do álcool, a contribuição pode chegar a 0,22 ponto percentual.

Para se ter uma ideia, a inflação de março --que veio acima das expectativas de mercado-- foi de 0,79%.

"Ao longo do mês, a gasolina deve começar a cair, o que terá efeito no resultado de maio, quando começa a devolver os aumentos com a entrada da safra", avalia.

Segundo levantamento feito pelo Cepea, da Esalq/ USP, o etanol hidratado --vendido diretamente nas bombas-- já começa a ceder nas usinas. Mas o anidro na última semana subiu 15,9%.

Para a pesquisadora do Cepea, Miriam Bacchi, o desequilíbrio é efeito do aumento do consumo da gasolina. Isso porque, diz, o governo mantém o combustível artificialmente mais barato frente às cotações no exterior, o que estimula o consumo

Fonte: Folha SP

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