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Presidentes da Conmebol e Concacaf são presos na Suíça por corrupção

03 Dez 2015 - 14h09
Os dois dirigentes são investigados por envolvimento em casos de extorsão, lavagem de dinheiro e fraude.

A prisão ocorreu no hotel Baur au Lac, mesmo hotel onde sete dirigentes haviam sido detidos em maio (inclusive José Maria Marin).


Vice-presidentes da Fifa, Napout e Hawit são suspeitos de aceitar propinas de milhões de dólares na venda de direitos de transmissão das eliminatórias da Copa do Mundo e outros torneios na América Latina, como a Copa América.

Os presidentes da Conmebol e da Concacaf foram à Suíça para participar de Congresso do Comitê Executivo da FIfa.

"Os acontecimentos dessa manhã de quinta reforçaram a necessidade de reforma na Fifa", declarou o presidente interino da entidade, Issa Hyatou.

Fernando Sarney, substituto brasileiro de Del Nero no Comitê Executivo, falou sobre o clima da reunião da Fifa após as prisões. "É como se alguém tivesse morrido, como se tivesse acontecendo novamente", falou à AP.

Segundo comunicado emitido pelas autoridades suíças, as prisões foram realizadas mediante requerimento do Departamento de Justiça dos EUA em 29 de novembro.

"Dirigentes do alto escalão da Fifa são acusados de receber dinheiro em troca da venda de direitos de marketing ligados a torneios de futebol na América Latina, assim como de partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo. De acordo com os mandados de prisão, algumas das infrações foram acordadas e preparadas nos EUA. Os pagamentos também foram processados via bancos dos EUA", diz o comunicado.

A dupla detida nesta quinta-feira, que foi a Zurique para reunião do Comitê Executivo da Fifa, deve ser ouvida nas próximas horas. Os Estados Unidos têm 40 dias para formalizar o pedido de extradição.

O uruguaio Wilmar Valdez, vice-presidente da Conmebol, é quem ficará com a vaga deixada por Napout.

Em breve nota, a Fifa prometeu cooperar com as investigações. "A Fifa está ciente das ações conduzidas hoje pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Fifa continuará a cooperar integralmente com as investigações norte-americanas, conforme permitido pela lei suíça, assim como a investigação conduzida pelas autoridades suíças", diz o comunicado.

Com as duas prisões desta quinta-feira, chega a nove o número de dirigentes detidos na investigação na Fifa. Antes deles, José Maria Marin, Jeffrey Webb, Eugenio Figueredo, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas e Rafael Esquivel tiveram destino semelhante.

A nova rodada de prisões em Zurique ocorreu no mesmo dia em que o Comitê Executivo da Fifa se reúne para deliberar sobre o relatório do Comitê de Ética da entidade. O órgão elaborou uma série de medidas visando trazer transparência e resgatar credibilidade à organização em meio ao escândalo de corrupção que abalou o futebol.

Fonte:UOL.


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