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Futebol

Mourinho é apresentado como técnico do United e já provoca técnicos rivais

05 Jul 2016 - 15h33
O português, que assumiu o comando do clube após a saída de Louis Van Gaal, ao final da temporada passada, celebrou a oportunidade de treinar o maior campeão do país.

"Chego em um clube que é muito difícil de descrever, não encontro as palavras adequadas. É o trabalho que todos no mundo querem e nem tantos tiveram a oportunidade de ter. Conheço a responsabilidade, a expectativa e o legado deste clube. Sei o que os fãs esperam de mim", ressaltou Mourinho, em sua primeira declaração oficial.

 

"Desde o princípio tinham claro que precisávamos de quatro tipo de jogadores para dar equilíbrio à equipe e um salto de qualidade. Tenho muito claro o modelo de jogo (que será utilizado), por isso sabemos exatamente o tipo de jogador especialista que precisamos e, até que eles cheguem, nós trabalharemos duro para isso. Nosso sistema será baseado em marcar mais gols que os oponentes, receber menos e deixar os fãs orgulhosos", projetou Mourinho, que revelou que Rooney deverá jogar como meia-atacante em seu esquema.

O treinador ainda lamentou o fato do clube não disputar a Liga dos Campeões nesta temporada, já que acabou perdendo a vaga para o torneio continental nas últimas rodadas do Campeonato Inglês. De acordo com Mourinho, o United estará em breve no lugar em que deveria estar.

 

"Espero que seja só por um ano. Existem alguns treinadores que a última vez que ganharam algo já faz 10 anos. A última vez que venci algo faz um ano. Nunca serei capaz de trabalhar sem êxito, esta é minha natureza", alfinetou Mourinho, em clara alusão ao técnico Arsene Wenger, do Arsenal, que tem seu trabalho questionado pela falta de títulos.

O nome de Guardiola, seu rival dos tempos de Real e Barça, também foi levantado por jornalistas que estavam presentes na coletiva de imprensa. No entanto, o técnico foi mais sutil ao avaliar a rivalidade com o treinador espanhol.

"Não gosto de falar de uma equipe ou de um treinador em particular como um inimigo. Na Espanha era diferente, porque é uma competição entre dois clubes, mas na Inglaterra isso não acontece. Respeito o resto dos clubes do país", minimizou Mourinho, que ainda citou o feito do Leicester na última temporada.

"Deram uma lição importante. Não só que eles foram felizes, mas sim que existem 20 equipes lutando pelo campeonato. Temos que agradecer o que eles fizeram pelo futebol inglês."

Por fim, o treinador comentou sobre a saída do ídolo do clube, Ryan Giggs, que trabalhava como auxiliar técnico de Van Gaal na última temporada. Segundo Mourinho, Giggs saiu pois gostaria de ter assumido o cargo de técnico após a demissão do holandês.

"O trabalho que Ryan queria é este que me foi dado. Ele quer ser treinador e tomou a decisão de sair, como também fiz quando sai do Barcelona há 16 anos. Foi valente e honesto, lhe desejo sorte", finalizou o treinador, que ainda disse ter conversado com Sir Alex Ferguson, ex-treinador do United e atual dirigente do clube, para marcar uma oportunidade de "tomar um vinho e estarem juntos".

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