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ESPORTE

Tenista Ymanitu Silva será 1º brasileiro em cadeira de rodas em um Grand Slam

10 Mai 2019 - 10h17Por Felipe Rosa Mendes

Com dificuldades para emplacar tenistas nas chaves principais dos últimos Grand Slams, o Brasil já tem ao menos um garantido em Roland Garros. Trata-se do cadeirante Ymanitu Silva, que obteve convite para disputar a chave de quads, uma das duas classes da disputa de cadeirantes, na competição em Paris.

O catarinense de 36 anos vai se tornar o primeiro brasileiro em cadeira de rodas a disputar um dos quatro maiores torneios do circuito profissional. Atualmente, Ymanitu ocupa o oitavo lugar no ranking de quads da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês).

"Conseguir essa vaga em Roland Garros é a realização de um sonho. Ver que todo o trabalho e esforço que sempre tive estão sendo reconhecidos me dá uma alegria muito grande", comemorou o paratleta, sem esconder a surpresa pela oportunidade.

"Ainda não caiu a ficha. Ainda mais por se tratar de Roland Garros, que é um Grand Slam tão charmoso e temos toda a nossa história com o Guga (Kuerten). Sempre sonhei em participar um dia e agora estarei lá. É sensacional poder representar o meu País", disse.

O convite foi obtido por intermédio da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), que fez a solicitação em abril ao aproveitar a proximidade recente com a Federação Francesa de Tênis (FFT, na sigla em francês). Nos últimos anos, as duas entidades fizeram acordos de cooperação, que vêm dando oportunidades aos tenistas brasileiros em Roland Garros.

"Fico muito feliz pelo Many e satisfeito que nossos esforços enquanto entidade vêm refletindo em grandiosas conquistas para o nosso esporte. A CBT solicitou este 'wild card' e foi atendida pela FFT. Só demonstra que nossas relações internacionais estão cada vez mais fortes", disse o presidente da CBT, Rafael Westrupp.

O convite se tornou possível também porque neste ano uma das novidades do Grand Slam francês é o lançamento da chave de quads na categoria de cadeira de rodas. Trata-se justamente da classe em que Ymanitu compete. A disputa na cadeira de rodas conta com duas classes: a Open, para atletas com limitação permanente nos membros inferiores, mas com movimentação normal nos braços; e a quads, para esportistas com deficiências em três ou mais extremidades do corpo.

Com bons resultados em competições internacionais, Ymanitu vem se tornando um dos principais paratletas do Brasil. No ano passado, foi eleito pela terceira vez consecutiva o melhor tenista da temporada no Prêmio Paralímpico. Focado nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, neste ano, o catarinense já está de olho na Paralimpíada de Tóquio, no Japão, em 2020.

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