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O Brasil ficará melhor sem Neymar nesta época?

Apesar do seu talento inquestionável, o comportamento do camisa 10 faz muitos torcedores acreditarem que o Brasil fica melhor quando ele está fora do elenco.

22 Mai 2024 - 17h49Por Da redação
O Brasil ficará melhor sem Neymar nesta época? - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Neymar é aquele cara que desperta amor e ódio entre a torcida brasileira. Apesar do seu talento inquestionável, o comportamento do camisa 10 faz muitos torcedores acreditarem que o Brasil fica melhor quando ele está fora do elenco.

Mas será verdade que a seleção melhora sem Neymar entre os amarelinhos? Para se saber a resposta a essa pergunta, vale conferir os números da seleção com e sem Neymar Jr., e discutir se o craque faz falta, ou não, na atual seleção canarinho. 

Os números de Neymar na seleção
Desde a sua estreia na seleção brasileira, em agosto de 2010, Neymar Jr. se tornou de imediato o principal jogador de sua geração, e um dos principais atletas de todos os tempos na seleção brasileira, e no futebol mundial.

No seu percurso desde a 1ª convocação e até último jogo, Neymar jogou 128 jogos, tendo marcado 79 gols e dado 56 assistências. Em números oficiais, ele é o maior artilheiro de todos os tempos, superando Pelé, com 77 tentos em 92 jogos, segundo os critérios da FIFA. Com Neymar em campo, foram 92 vitórias, 24 empates e apenas 12 derrotas, um aproveitamento altíssimo de 78,12%.

Já na ausência do camisa 10 ao longo desses 13 anos, a seleção brasileira teve uma nítida queda de rendimento. Foram 50 jogos sem Neymar até o período da lesão (em novembro de 2023), com 30 vitórias, 8 empates e 12 derrotas – um aproveitamento de 65,33%. 

Portanto, os números mostram que, goste-se do Neymar ou não se goste, o Brasil inegavelmente tem mais dificuldades sem o jogador. Dessa forma, ao dar palpites em boas casas de apostas, sempre se deve avaliar a presença ou não do Neymar ao apostar na amarelinha.

Neymar faz falta hoje na seleção?
Apesar da imagem arranhada por conta de inúmeras polêmicas extra campo e da fama de cai-cai, é inegável que Neymar contribuiu e ainda tem muito a contribuir esportivamente para a seleção brasileira.

Em termos de técnica e talento, o Neymar permanece sendo o principal jogador brasileiro atual, sem contar que já é um atleta bastante rodado e experiente. Sem dúvida, ele tem muito ainda que dar aos jovens da seleção canarinho.

Entretanto, mais recentemente, as lesões físicas têm sido um entrave na carreira de Neymar. Seu último trauma, a ruptura do ligamento cruzado do menisco anterior do joelho esquerdo, o mais grave de todos, chegou com Neymar já nos seus 31 anos. E ainda não se sabe o quanto isso impactará a sua carreira daqui para frente.

Por isso, é inegável que chegou o momento do time do Brasil conseguir jogar bem sem depender do camisa 10. Acima dos 30 anos e com o histórico de lesões, a seleção não pode contar que terá Neymar sempre 100%, e precisa ter um time equilibrado para suprir a falta do jogador.

É esse um dos grandes desafios da era Dorival Júnior, que pega uma seleção com jovens jogadores de alto nível já em pleno vapor nos seus clubes, como Rodrygo e Vinícius Júnior, e com Endrick acumulando seus primeiros jogos com a camisa amarela.

Já este ano, os dois jogos amistosos causaram boa impressão da seleção brasileira, sem Neymar, e com Lucas Paquetá fazendo a função do camisa 10. O Brasil venceu a Inglaterra por 1 a 0 e empatou com a Espanha em 3x3, revelando um ataque e meio de campo bastante produtivos.

É o fim da dependência? 

 
Com a Copa América 2024 a fervilhar, o Brasil terá o primeiro grande teste da geração atual sem Neymar. Será também a estreia de Endrick com a seleção brasileira, este que é apontado por muitos como o maior jovem talento brasileiro desde Neymar. Além disso, também Vini Jr. está no auge de sua carreira, sendo um sério candidato ao próximo prêmio Bola de Ouro.

Vale lembrar, ainda, que a seleção venceu a Copa América 2019 sem o camisa 10, com o campeonato sendo disputado no Brasil. E curiosamente, muitos dos jogadores que se pensava serem promissores na época, como Arthur Melo e Everton Cebolinha, acabaram não vingando como esperado, tornando a seleção de novo dependente de Neymar.

A boa notícia é que a safra atual da seleção brasileira parece ser mais promissora que a geração de 2010, que tanto sofreu com a “Neymardependência”. Tanto que a seleção da Copa do Mundo de 2022 já dependia menos de Neymar em comparação aos times de 2014 e 2018.

A expectativa é que, até 2026, o camisa 10 não tenha mais todo o peso nas costas e divida a responsabilidade com os outros craques na busca pelo tão sonhado hexa. Até lá, torcemos pela recuperação física plena de Neymar e para que as lesões não atrapalhem mais sua carreira daqui para a frente.

Para acompanhar mais notícias da seleção brasileira, vale a pena acessar o Diário de Jaraguá para ficar por dentro de todas as atualizações do time do Brasil e dos principais fatos da região catarinense.

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