ESPORTE

Em final com polêmica no Chelsea, City fatura a Copa da Liga Inglesa nos pênaltis

24 Fev 2019 - 17h44

Em jogo travado e com polêmica envolvendo o técnico italiano Maurizio Sarri e o goleiro Kepa, o Manchester City derrotou neste domingo o Chelsea nos pênaltis, depois do empate sem gols persistir no tempo normal e também na prorrogação, e sagrou-se bicampeão da Copa da Liga Inglesa, no estádio de Wembley, em Londres.

Foi o sexto título do City na história da competição e o quarto nas últimas seis edições, ampliando a supremacia do time do técnico Josep Guardiola no torneio. O Chelsea tem cinco taças e é o quinto clube que mais vezes venceu a Copa da Liga Inglesa, que tem o Liverpool como o maior vencedor, com oito troféus.

Os brasileiros foram protagonistas nas penalidades, para o bem e para o mal. O goleiro Ederson, pelo City, defendeu a cobrança de Jorginho e David Luiz, pelo Chelsea, acertou a trave. O City desperdiçou apenas uma cobrança, batida por Sané, que parou em Kepa, e acabou levando a melhor. Sterling converteu a última cobrança que confirmou o título do time de Manchester.

O jogo ficou marcado por um fato curioso. Conhecido por ser bom pegador de pênaltis, o goleiro argentino Caballero foi chamado por Sarri para entrar no finalzinho da prorrogação, quando as penalidades se aproximavam. Kepa havia acabado de reclamar de dores num lance jogo. No entanto, o titular não quis sair e deixou o comandante italiano irritado.

A insubordinação do goleiro espanhol atrapalhou o fim da prorrogação e não deu resultado, já que ele só conseguiu defender uma cobrança, e Sarri, inconformado com a atitude de Kepa, sai da partida ainda mais pressionado do que entrou. É possível que o treinador deixe o comando do clube londrino nos próximos dias. Certo é que a crise no Chelsea se ampliou.

O JOGO - Com a bola rolando, o jogo foi muito diferente da última partida entre as equipes no Campeonato Inglês, em que o City atropelou o rival por 6 a 0 há duas semanas. A partida no Wembley foi travada, muito por conta da postura do Chelsea, que tentou, sobretudo, não ser a presa fácil do último encontro entre os dois times.

Sob intensa pressão, o técnico italiano Maurizio Sarri mandou a campo uma escalação com maior poder de marcação a fim de se proteger das investidas do forte ataque do City. Sarri povoou o meio de campo, abriu mão de um centroavante e deixou Willian, Pedro e Hazard livres para flutuarem no ataque.

O City teve dificuldades, não conseguiu dominar o precavido rival, mas incomodou e criou algumas chances para abrir o placar na primeira etapa. Agüero foi quem chegou mais perto de marcar. O argentino soltou a bomba de fora da área e assustou o goleiro Kepa.

Dentro do que se propôs a fazer, o Chelsea foi melhor. Levou pouco sustos e não se limitou a se defender, tanto que Kanté, o pilar da trinca de meio-campistas, apareceu com frequência no ataque. Em um desses lances, o francês foi derrubado na área, mas o árbitro nada marcou.

No segundo tempo, o Chelsea foi um pouco mais corajoso e se lançou mais vezes ao ataque. Conseguiu dominar, em parte da etapa final, o poderoso adversário, que não repetiu, tanto coletiva quanto individualmente, as suas boas atuações do Campeonato Inglês. David Silva, Bernardo Silva e De Bruyne tiveram um bom desempenho, o que prejudicou Agüero.

A falta de gols levou a partida à prorrogação. No tempo extra, o panorama não foi muito diferentes em relação aos 90 minutos. Ou seja, o jogo seguiu travado, com muitas faltas e carente de gols. Sarri apostou nos jovens para tentar mudar este cenário. Loftus-Cheek e Hudson-Odoi entraram nas vagas de Barkley e Pedro, respectivamente, se movimentaram muito, mas pouco fizeram além disso. Higuaín, que substituiu Willian, também teve atuação apagada.

A melhor chance no tempo extra foi do City, que perdeu Fernandinho, lesionado - Danilo entrou em seu lugar. O time de Guardiola, que apostou em Sané e Sterling, a fim de dar mais velocidades nos minutos finais, teve nos pés de Agüero a chance do título. Depois de linda jogada de Sterling, que enfileirou marcadores, e tocou para o argentino finalizar no meio da área. Jorginho bloqueou o chute e salvou o Chelsea.

O fato mais curioso do jogo se deu perto do final da prorrogação, diante da recusa de Kepa de deixar o gramado. Passado o momento constrangedor no Chelsea, as duas equipes foram para a cobrança e, nos pênaltis, o City levou a melhor, com a cobrança final de Sterling, praticamente sem chances para o goleiro Kepa.

Premix Concreto

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