ESPORTE

Confusão no Maracanã ofusca feito do Vasco no Carioca; Valentim vê 'risco enorme'

18 Fev 2019 - 12h14

A confusão ocorrida do lado de fora do Maracanã, onde pelo menos 29 pessoas ficaram feridas em um conflito entre torcedores e policiais antes do início da final da Taça Guanabara na tarde do último domingo, acabou ofuscando o título conquistado pelo Vasco, assim como o fato de que a obteve com 100% de aproveitamento em sua campanha. O time faturou o troféu desta fase do Campeonato Carioca ao vencer o Fluminense por 1 a 0 em um duelo em que as torcidas dos dois times só puderam adentrar o estádio quando mais da metade do tempo do primeiro tempo do clássico já havia sido jogado.

O conflito ocorreu depois que torcedores, revoltados com uma decisão judicial que obrigava a disputa da final com portões fechados, tentaram forçar a entrada no Maracanã depois de já terem adquirido ingressos. A polêmica decisão, tomada pela desembargadora de plantão Lucia Helena do Passo na madrugada de domingo, acolheu um pedido do Fluminense, em meio a uma disputa entre os clubes pela alocação de suas torcidas no setor sul do estádio.

Como a entrada do Maracanã só foi liberada ao público às 17h30 de domingo, muitos dos torcedores que compraram ingressos acabaram não acompanhando a partida no estádio, pois voltaram para casa. E os portões só foram abertos depois que o Vasco, mandante da final, resolveu ignorar a decisão judicial e abriu os portões do estádio, assumindo o risco de ser multado em R$ 500 mil por causa do descumprimento da ordem judicial.

Ao comentar o episódio, que fez com que o Maracanã também recebesse um público bem menor do que o esperado, o técnico do Vasco, Alberto Valentim, lamentou o ocorrido e lembrou até da estreia do time neste Carioca, no qual venceu o Madureira por 1 a 0, no estádio Conselheiro Galvão, casa do rival, em condições adversas no dia 19 de janeiro.

"Bateríamos o recorde (de público) do ano no Maracanã. É uma pena. Fica difícil criar condições para um campeonato de qualidade. Jogamos contra o Madureira num calor desumano. E quando vem uma partida legal, que o mundo está vendo, acontece isso (a confusão no estádio). Um risco enorme", afirmou o treinador, em entrevista coletiva, na qual não deixou de criticar os dirigentes que hoje conduzem o futebol carioca.

"Estamos arriscando vidas, falamos de crianças, de mulheres, de famílias. Temos de pensar um pouquinho. Se queremos que o futebol melhore, tem de partir das pessoas que comandam", destacou, para também lembrar que o próprio Vasco precisa desempenhar o seu papel e colaborar para que confusões como essa de domingo não se repitam.

"A gente toda hora busca soluções para o futebol brasileiro melhorar. O Carioca é charmoso, com quatro grandes, e nós, principalmente nós que trabalhamos com futebol, precisamos ajudar para que o campeonato evolua. As pessoas importantes dentro do futebol tem de dar exemplo", enfatizou.

Premix Concreto

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