ESPORTE

Clubes brasileiros evitam assédio e China só compra um jogador da Série A

01 Mar 2019 - 13h44

A janela de contratações para os clubes da China fechou na última quinta-feira com uma diferença em relação aos anos anteriores. Em vez de equipes da Superliga Chinesa esvaziarem a Série A e levarem vários jogadores, como fizeram nos últimos anos, desta vez foi diferente. A única venda de times brasileiros rumo ao país asiático foi a ida do centroavante Henrique Dourado, do Flamengo, para o Henan Jianye.

Entre 2015 e 2016, por exemplo, o mercado chinês provocou grandes estragos nos clubes brasileiros. Apenas o Corinthians chegou a vender quatro titulares na virada daquele ano com as saídas de Ralf, Jadson, Renato Augusto e Gil. Já de 2014 para 2015, o fluxo migratório foi ainda maior: os chineses bateram na porta de equipes da Série A e levaram seis nomes - entre eles Barcos, Marcelo Moreno, Diego Tardelli e Ricardo Goulart.

Depois de anos com reforços vindos do Brasil, os clubes chineses mudaram a rota de investimento. A última janela de transferências mostrou a busca por contratações em mercados alternativos, como Noruega e Israel, mas a dominância foi em países tradicionais. Apenas a segunda divisão inglesa forneceu três reforços para equipes da China, mesmo número de atletas trazidos do Campeonato Inglês e do Campeonato Espanhol.

A diminuição nas saídas de jogadores de clubes brasileiros rumo à China pode ser explicada principalmente por dois fatores. A liga chinesa freou os investimentos em estrangeiros, com a definição de teto salarial e a campanha para os times priorizarem nomes locais. O outro motivo é a mobilização no Brasil para segurar os jogadores e conseguir resistir às investidas.

O Palmeiras teve de se desdobrar nesta janela. O clube ofereceu aumentos e prorrogou os contratos de Bruno Henrique e Dudu, jogadores que recebiam sondagens bastante atrativas de chineses. O atacante Deyverson por pouco não se transferiu, porém preferiu recusar a oportunidade e ficar.

Após viver uma explosão de brasileiros na liga, a China não seduz tanto os atletas pelos casos recentes de atraso salarial. O atacante Biro Biro conseguiu a rescisão contratual para acertar com o São Paulo justamente por estar com esse problema.

A Superliga Chinesa chegou a ter 29 brasileiros em 2015. Atualmente o número é um pouco menor: 24. A curiosidade desta janela de transferências atual é que enquanto apenas Henrique Dourado deixou a Série A para se transferir, o movimento contrário foi bem maior. Nomes como Ricardo Goulart, Hernanes, Diego Tardelli e Júnior Urso voltaram ao Brasil para reforçarem times do Brasil.

Premix Concreto

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