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Educação

Alunos fazem canudo de mandioca e vencem Olimpíada do Futuro

O canudo biodegradável tem consistência firme e boa flexibilidade, para garantir conforto e praticidade aos consumidores

23 Nov 2019 - 06h00Por Da Redação

Alunos da escola SESI Mossoró, no Rio Grande do Norte, venceram a Olimpíada do Futuro com o canudo de mandioca que desenvolveram, chamado Biotinga, para combater o avanço de plásticos nos oceanos.

A premiação, organizada pela grupo Companhia de Letras e o Instituto Vertere, foi no último fim de semana em São Paulo.

Biodegradável, ele é feito com cera de carnaúba e mandioca – matérias-primas abundantes e nativas da região Nordeste –  mais glicerina.

Ele também pode ser também ingerido, sem causar problema à saúde humana.

O canudo biodegradável tem consistência firme e boa flexibilidade, para garantir conforto e praticidade aos consumidores.

E de acordo com o sabor – menta, maracujá, morango, uva, chiclete e baunilha – o canudo tem uma cor diferente.

O prêmio

A premiação Olimpíada do Futuro pretende incentivar nos jovens o interesse pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A estudante Francisca Helen Marques, líder do projeto, conta a ideia surgiu porque o canudo de plástico vêm sendo apontado como um grande problema ambiental, já tendo sido abolido em diversos locais.

Por isso, ela escolheu o objetivo de número 12, que é: “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”.

“Quando anunciaram o quarto e o terceiro lugar, e vimos que ficamos entre o ouro e a prata, já tinha sido demais. Quando anunciaram então o primeiro lugar, foi uma loucura, todo mundo tremendo muito”, conta a aluna de 18 anos, que está concluindo o 3º ano, e que nunca tinha ido à SP.

O professor que ajudou a equipe a se inscrever e a passar pelas três etapas da competição, Aryon Diniz Soares, acredita que esse tipo de resultado obtido pela criação do canudo comprova o quanto é importante incentivar a pesquisa entre estudantes mais jovens.

“No Brasil, existe uma cultura de que a ciência só pode ser praticada na graduação ou na pós-graduação”, disse. “Esse tipo de premiação é importante porque mostra pros estudantes que eles são os protagonistas do processo, e que eles podem sim desenvolver projetos científicos relevantes ainda na educação básica”, explicou.

Os alunos do SESI/RN levaram o prêmio principal do evento, com o Biotinga e outra equipe de Mossoró, do colégio Mater Christi, ficou em 2º lugar com o projeto Melíponas da Mata-Branca, uma iniciativa de preservação de abelhas.

Fonte: SóNotíciaBoa


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