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Economia

Warren recebe R$ 120 milhões em rodada de investimento

Em plena crise provocada pelo coronavírus, a corretora anuncia seu maior aporte. Valor será utilizado para deixar a experiência do cliente na plataforma ainda melhor

14 Jul 2020 - 14h58Por Da Redação
Sócios Fundadores - Crédito: DivulgaçãoSócios Fundadores - Crédito: Divulgação

A corretora Warren, fundada em Porto Alegre em 2017, vai receber um aporte no valor de R$ 120 milhões de um pool liderado pelo fundo de venture capital QED Investors, também investidor de empresas como Nubank e Loft. A rodada é anunciada no momento em que o mundo atravessa uma grave crise econômica e enquanto no Brasil o debate sobre transparência na indústria de investimentos tem ganhado fôlego. 

Com um modelo de remuneração alinhado com o cliente, em que a empresa é remunerada de acordo com o crescimento total do patrimônio – modelo mais frequente nos Estados Unidos e na Europa –, a corretora tem se posicionado, desde a sua fundação, como uma terceira via na atual divisão de mercado no Brasil. 

Além disso, apesar dos reveses provocados pelo novo coronavírus na economia global, a Warren tem provado que conta com uma gestão sólida: no período, dobrou o patrimônio que gerencia e ainda contratou, remotamente, 30% do atual quadro de funcionários. 

“Nós acreditamos que a gestão de patrimônio no Brasil atualmente passa por uma revolução. Os investidores já reconhecem mais os danos que as altas comissões causam às suas carteiras. A Warren sempre trouxe como foco a transparência e o foco no cliente, fazendo isso de uma maneira inédita no mercado brasileiro. Estamos empolgados", explica Lauren Morton, sócia da QED Investors. 

A rodada conta ainda com a participação dos fundos Kaszek Ventures, Chromo Invest e Ribbit, que já eram investidores da empresa desde a Series A, e MELI Fund, WPA e Quartz, que entram para o time, junto com a QED, na Series B. “A Warren antecipou para o mercado de investimentos no Brasil um jeito de investir que já é realidade em países com economias mais maduras. O modelo fee-based que adotam apresentou para o investidor o que já se começa a chamar no país de corretagem em um modelo 3.0”, ressalta Nicolas Berman, sócio do Kaszek Ventures. 

Com 130 mil clientes e pouco mais de três anos em operação, a Warren hoje conta R$ 2 bilhões de ativos sob gestão e deve multiplicar esse patrimônio por cinco até o fim de 2021, atingindo a marca de R$ 10 bilhões. A plataforma oferece ao todo 400 produtos, incluindo sete fundos próprios. “A nossa meta é seguir investindo principalmente em tecnologia. Vamos continuar entregando a melhor experiência de investimento para os usuários das nossas plataformas em um modelo totalmente alinhado aos interesses do investidor, pauta que ganhou ainda mais relevância nos últimos tempos”, explica Tito Gusmão, CEO da corretora. 

A Warren adota o modelo fee-based, que cobra um percentual do valor total do patrimônio do investidor para fazer a gestão dos recursos. Dessa forma, a corretora é estimulada a oferecer os melhores produtos para o cliente, já que, quanto mais essa carteira render, mais todos os envolvidos vão ganhar. 

Recente no mercado brasileiro, o modelo alinhado é um contraponto ao commission-based, comumente oferecido por outras corretoras e bancos. Nesta outra opção, as empresas são remuneradas em cima da compra de produtos, com profissionais que trabalham com metas de venda, o que pode levar o cliente a investir em produtos que no fim trazem retornos maiores para as instituições financeiras. 

Para ampliar o alcance da plataforma, a empresa deve manter o ritmo de contratação dos últimos três meses, quando cerca de 100 profissionais foram incorporados ao quadro. Agora, o objetivo é recrutar mais 80 nomes até o fim do ano. 

Outro destino do investimento é no desenvolvimento de novas soluções para a plataforma para parceiros, a Warren for Business. “Queremos dobrar a nossa base de parceiros. Hoje temos mais de 200 conectados e pretendemos chegar a 400 até o fim do ano”, antecipa Gusmão. “Para isso vamos investir em ampliar a oferta de produtos e serviços, como seguros, previdência e planejamento financeiro, tudo isso integrado em uma plataforma white label que prima por ajudar o parceiro a construir seu negócio”. 

Apesar de ancorada no digital, a Warren tem também cada vez mais apostado em um atendimento presencial para os seus clientes e parceiros. A corretora tem feito isso por meio dos sete espaços físicos que mantém nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, todos lançados antes da pandemia, mas atualmente sem operar presencialmente. Até dezembro, mais cinco cidades devem contar com o serviço, que tem foco no atendimento de clientes B2B e de alta renda. 

Transformação do mercado 
Em 2019, a corretora anunciou sua Series A, que contou com um aporte no valor de R$ 25 milhões de três fundos. A rodada foi liderada pelos americanos da Ribbit, fundo de venture capital do Vale do Silício que já investiu em fintechs como Robinhood, Coinbase e Wealthfront. Também fizeram parte do primeiro pool os argentinos do fundo Kaszek Ventures, criado pelos fundadores do Mercado Livre e que conta com um portfólio que inclui Creditas, Nubank, Loggi e Gympass; e os gaúchos da gestora de recursos Chromo Invest. 

Os três reforçaram agora seu investimento no Series B. “Em um ambiente com taxas de juros baixas, é mais importante do que nunca que o público tenha acesso a diversas opções de investimento de qualidade, com custo baixo e transparência”, explica Nikolay Kostov, sócio da Ribbit. “Identificamos na Warren muitos dos elementos que compõem a tese de investimentos do MELI Fund: uma equipe muito competente, um produto diferenciado e uma vasta gama de sinergias a serem exploradas com o Mercado Livre", observa Renato Pereira, do MELI Fund, sobre a inclusão da Warren no portfólio do grupo. 

Para Tiago Wallau Kretzmann, sócio da Chromo Invest, o brasileiro está descobrindo aos poucos essa “terceira via” de investimentos, na qual os produtos antes restritos aos grandes investidores agora são levados aos clientes a custos adequados, com responsabilidade, suitability e transparência. “A Chromo Invest foi seed investor do Warren apostando no seu potencial de crescimento e em uma equipe qualificada. Passados três anos, estamos muito satisfeitos com a trajetória da empresa até aqui e muito otimistas com o que está por vir. A rodada permite, além da afirmação dessa convicção, qualificar ainda mais o cap table da companhia com players importantes do mercado de Venture Capital e que possamos ter os recursos necessários para trilhar essa trajetória de crescimento”, finaliza Kretzmann.


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