ECONOMIA

Volátil, dólar cai antes de leilões de linha, após subir com exterior no radar

27 Fev 2019 - 11h03Por Silvana Rocha

Volátil entre margens estreitas, o dólar no mercado à vista caiu à mínima de R$ 3,7361 (-0,24%) na manhã desta quarta-feira, 27, após ter subido mais cedo até uma máxima em R$ 3,7481 (+0,08%). Os agentes de câmbio seguem atentos às mudanças em discussão para o texto da reforma da Previdência e também aguardam os desdobramentos da segunda reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, no Vietnã.

A queda ante o real interessa ao investidor que pretende participar dos leilões de linha com recompra de US$ 3 bilhões, que serão realizados pelo BC depois do meio-dia. O objetivo da queda é influenciar a formação da Ptax, cujo valor coletado ao meio-dia servirá de referência para a venda dos dólares por parte do Banco Central. A primeira coleta diária para a Ptax ocorre ao redor das 10h.

Às 9h46, o dólar à vista caía 0,17%, a R$ 3,7386. O dólar futuro para março recuava 0,17%, a R$ 3,7375.

O BC fará o leilão de linha A das 12h15 às 12h20, enquanto o B será realizado das 12h30 às 12h35. O vencimento (recompra por parte do BC) do leilão de linha A será em 2 de abril de 2019, enquanto o do leilão B será em 2 de julho de 2019.

As operações de venda de dólares pelo BC serão liquidadas em 6 de março deste ano, quando vencem um total de US$ 6,05 bilhões em linhas. Como a operação de hoje corresponde à rolagem de cerca de metade do que está programado para vencer, se for de interesse, o BC poderá anunciar novas operações para fazer a rolagem integral até esta sexta-feira. Por causa do feriadão do carnaval, os mercados domésticos ficarão fechados de segunda-feira até o fim da manhã de Quarta-feira de Cinzas.

Em relação à reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, almoça com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Na noite desta terça-feira, 26, o presidente Jair Bolsonaro reuniu-se no Palácio da Alvorada com 18 líderes de partidos com o intuito de aproximar as legendas do governo e fazer um apelo pela aprovação do texto.

Bolsonaro convidou o PDT e o PSB para tentar abrir um canal de diálogo com estas siglas, mas os líderes das duas legendas avisaram que não iriam ao encontro e criticaram a ausência de convite para os demais partidos de oposição, como o PT, o PSOL e o PCdoB. No encontro, o presidente admitiu que a proposta enviada ao Congresso "tem um pouco de gordura para queimar" e disse que é o Parlamento quem vai dar a "moldura final", de acordo com o líder do Podemos na Casa, José Nelto (GO).

Em conversas com deputados, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que o governo terá que ceder em alguns pontos, como os benefícios para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda (BPC), a regra para aposentadoria rural e o fim do pagamento da multa de 40% do FGTS para o trabalhador aposentado que for demitido.

A maior reclamação é de que a equipe de Guedes não ouviu as lideranças antes de enviar a proposta com esses itens polêmicos. Os partidos já articulam para apresentar emendas para retirarem esses pontos da proposta na votação da comissão especial que será formada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Maia afirmou também que há pressão para que a reforma só avance com o projeto que altera o regime de seguridade social dos militares.

No exterior, houve mais cedo uma breve coletiva do presidente americano, Donald Trump, e do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, para marcar o início da 2ª reunião de cúpula sobre desnuclearização. "Acredito que teremos grande progresso", disse Trump.

Durante o dia, o presidente do Federal reserve, Jerome Powell, participa da sabatina semestral na Câmara dos Representantes americana, mas a expectativa é de que ele poderá repetir o discurso de ontem no Senado. Na véspera, Powell não deu muitas pistas quanto ao futuro da política monetária nos Estados Unidos, mas reforçou a paciência quanto a novos aumentos nos juros.

Premix Concreto

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