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Taxas de juros seguem em baixa com Previdência no foco e exterior positivo

13 Mar 2019 - 11h14Por Luciana Antonello Xavier

São Paulo, 13 - A expectativa positiva com a tramitação da reforma da Previdência e o fraco resultado da produção industrial brasileira em janeiro, além do exterior mais calmo, colocam os juros futuros em baixa nesta quarta-feira, 13, segundo operadores. Na terça-feira, 12, as taxas futuras já haviam recuado.

A produção industrial caiu 0,8% em janeiro de 2019 ante dezembro de 2018, acima da mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que era negativa em 0,27%.

A instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados para discutir a reforma da Previdência, prevista para ocorrer à noite, concentra as atenções do mercado de juros. Ainda na agenda do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reúne com líderes da Câmara para conversar sobre Previdência. E o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, receberá o cargo de Ilan Goldfajn na sede do Banco Central, em cerimônia com a presença de Guedes (15h).

O pano de fundo é de otimismo com a tramitação da proposta que colocou nesta terça as taxas em baixa mesmo com o IPCA de fevereiro acima do teto das projeções. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou na terça, porém, que os líderes partidários acertaram só votar a reforma na Comissão de Constituição e Justiça quando o texto da proposta de aposentadoria para os militares chegar ao Congresso, o que deve ocorrer no próximo dia 20.

Também nesta terça Guedes disse que irá trabalhar para que, enquanto a reforma está na Câmara, o Senado debata proposta para tirar as vinculações de receitas do Orçamento da União. Mas o senador Major Olímpio (PSL-SP) discorda e avisou que a Casa irá tratar de temas ligados ao combate à corrupção e segurança pública.

Mesmo após o IPCA ter mostrado alta de 0,43% em fevereiro, acima do teto das estimativas, que iam de alta de 0,26% a 0,42%, o mercado seguiu precificando um cenário de política monetária mais "dovish".

Às 9h41 desta quarta, o DI para janeiro de 2020 exibia 6,365%, de 6,415% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 6,940%, de 7,020%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 marcava 8,030%, de 8,090% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 estava em 8,55%, de 8,61% no ajuste desta terça.

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