Economia
Setor de madeira e móveis fecha 581 vagas em julho no estado
Saldo de contratações do setor industrial soma 1 mil novos postos no sétimo mês do ano. No período, Santa Catarina gerou 2,8 mil vagas
Crédito: Marcelo Camargo/Agência BrasilO setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 581 vagas de trabalho em julho, segundo dados do Caged compilados pelo Observatório FIESC. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real do tarifaço dos Estados Unidos sobre o setor.
“O fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano”, destaca o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada.
Apesar da queda no setor de madeira e móveis, a indústria catarinense teve saldo positivo de 1mil vagas em julho. Considerando todos os grandes setores da economia, o estado registrou saldo positivo de 2,8 mil empregos no período. No acumulado do ano, a indústria liderou a criação de novas oportunidades no estado, com 43 mil postos de trabalho abertos, de um total de 83 mil vagas geradas em SC em 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor industrial gerou 8,6 mil vagas a menos em 2025.
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Emprego em julho
A indústria da construção puxou o desempenho em julho, com a geração de 601 vagas.
“Apesar da resiliência dessa atividade, as restrições ao acesso à crédito motivadas pelo aumento da Selic contribuíram para o arrefecimento das contratações frente a julho de 2024, quando a atividade gerou 906 empregos”, avalia a economista Tainara Venâncio, do Observatório FIESC.
O segundo setor industrial que mais criou postos de trabalho foi o de alimentos e bebidas, com 468 oportunidades, seguido pelo têxtil, de confecção, couro e calçados, com 366 vagas criadas em julho.
Outros setores
O setor de serviços criou 1,8 mil vagas em julho, enquanto o comércio gerou 60 novos empregos. A agropecuária mostrou saldo negativo nas contratações, de 114 postos de trabalho.
De janeiro a julho, foram criadas 33 mil vagas em serviços, 6,7 mil no comércio e 258 na agropecuária.
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