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Economia

Secretário de Estado avalia possíveis impactos do tarifaço de Trump para Santa Catarina

Se não houve negociação, produtos brasileiros serão taxados em 50% para entrar nos Estados Unidos

15 Jul 2025 - 10h26Por Rogério Tallini
Secretário de Indústria e Comércio esteve na Aciag nesta semana - Crédito: Divulgação/SICOSSecretário de Indústria e Comércio esteve na Aciag nesta semana - Crédito: Divulgação/SICOS

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O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, esteve em Guaramirim, nesta semana, num encontro com empresários ligados à Aciag. O objetivo foi apresentar programas de incentivo ao investimento e linhas de crédito oferecidas pelo Governo do Estado, para que as empresas utilizem os programas mais adequados ao seu perfil e tenham ganhos de competitividade e produtividade, bem como geração de empregos. Dreveck aproveitou para analisar os iminentes impactos da taxação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Segundo ele, Santa Catarina já começa a observar as primeiras consequências da medida anunciada há uma semana pelo presidente norte-americano.

"É com preocupação que nós vemos isso, porque Santa Catarina exporta muito, é um estado competitivo na exportação, principalmente a região de vocês aqui do Norte do Estado, Jaraguá do Sul, Joinville, entre outras regiões. Já teve impacto, porque já houve cancelamento de contratos no setor moveleiro, no setor pesqueiro, entre outros, então é muito preocupante, isso pode trazer consequências. Tem um prazo para negociação, e esperamos que o governo federal tenha habilidade para renegociar, para minimizar esse impacto. Segundo, que também é necessário que o governo federal, de modo geral, abra outros espaços, seja outros países, outras regiões, continente asiático, por exemplo, para colocar nossos produtos em exportação”, disse ele.


Dreveck avalia que a conta, novamente, vai sobrar para a população. “Na medida que se aumenta muito imposto, quem vai pagar isso é a população, porque automaticamente aumenta a inflação e é uma pressão muito grande, então esperamos que possamos ter um bom entendimento para que isso não venha a acontecer nos modos como foi proposto”.

De acordo com levantamento da Fiesc, os setores que poderão ser mais afetados pelo tarifaço são: 

- Madeira e produtos de madeira - em 2024, 37,3% das exportações de SC para os Estados Unidos foram desse segmento. O setor está atualmente sob investigação para medir o impacto das importações de madeira e seus derivados sobre a segurança dos EUA - a chamada seção 232. Até o fim da investigação, as tarifas estão mantidas nos atuais patamares.
- Veículos automotores e autopeças - as exportações do ramo têm participação de 14,8% no total das vendas externas catarinenses para os EUA. Hoje, estão submetidos a tarifa de 25%.
- Equipamentos elétricos - responsáveis por 13,3% das exportações do estado para os Estados Unidos. Serão submetidos a tarifa de 50%.
- Máquinas e equipamentos - responsáveis por 6,8% das vendas externas de SC para os EUA. Serão submetidos a tarifa de 50%.
- Móveis - responsáveis por 6,7% das exportações catarinenses para os EUA. O setor também está submetido à investigação da seção 232.

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