Economia
Redução da Jornada: transição de apenas um ano é mais um equívoco na proposta, diz FIESC
Corte de 4h em duas etapas de 2h - uma em 60 dias e outra em 12 meses - compromete planejamento das empresas
Crédito: Presidente da Câmara anuncia transição de um ano para a redução da jornada de trabalho. (Foto: Bruno Spada / Agência Câmara)A Federação das Indústrias de SC (FIESC) avalia que a proposta de redução da jornada de trabalho de 44h para 40 horas semanais anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta sem corte de salários, e um período de transição de apenas um ano, é mais um equívoco na discussão.
“As empresas têm seu planejamento estratégico, e não estão preparadas para uma mudança dessa proporção em apenas 60 dias. É inadequado fazer isso de forma impositiva, por lei, para todos os setores da economia”, afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme.
A FIESC destaca que a redução da jornada vai causar perda de produtividade, e que não há tempo hábil para que as indústrias se programem para reajustar a produção. Também avalia que todo o debate está sendo apressado e ocorre sob influência da corrida eleitoral deste ano.
A proposta, segundo Motta, prevê o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) a redução escalonada da jornada de 44 para 40 horas semanais, com corte inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e mais duas horas ao fim de 12 meses.
“A negociação coletiva é a ferramenta mais adequada para se discutir redução de jornada e mudança na escala de trabalho, porque leva em conta as características de cada setor, e as necessidades de trabalhadores e empregadores”, afirma Seleme.
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