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ECONOMIA

Pessimismo com atividade cresce e juros futuros fecham em queda firme

14 Mai 2019 - 19h20Por Denise Abarca

Após começarem a tarde com viés de baixa, os juros futuros ampliaram o recuo e renovaram as mínimas nos vencimentos curtos na reta final da sessão regular desta terça-feira, 14, na medida em que foram crescendo as apostas num PIB mais fraco este ano. Alguns profissionais nas mesas de renda fixa acreditam que os investidores tentaram antecipar um provável dado ruim do IBC-Br que o Banco Central divulga na quarta-feira, após os números preocupantes da indústria e comércio e, nesta terça, de serviços. A ata do Copom também mencionou as frustrações com o ritmo da atividade, assim como o Ministério da Economia admitiu nesta tarde que deve revisar sua projeção de PIB de 2019 para baixo de 2%.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,395%, de 6,410% de segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 encerrou em 6,85% - nova mínima histórica -, de 6,921% segunda no ajuste. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,052% para 7,99% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,602% para 8,56%.

Pela manhã, mesmo com a ata do Copom reconhecendo a debilidade da economia e o dado de serviços fracos, as taxas alternaram pequenas altas e pequenas baixas em torno dos ajustes, em função da cautela com cenário político, que posteriormente foi absorvida. Além disso, o cenário externo trouxe alívio nas tensões comerciais entre a China e Estados Unidos, o que favoreceu ativos de economias emergentes.

À tarde, as atenções estiveram mais centradas na questão da atividade, com o mercado esperando um número negativo para o IBC-Br, tido como uma proxy do PIB. Pesquisa do Projeções Broadcast mostra estimativas para o primeiro trimestre de queda entre 1,30% e 0,30%, com mediana de -0,80%, ante o quarto trimestre de 2018. Nesta terça, o IBGE mostrou que houve a queda de 0,6% no volume de serviços prestados no primeiro trimestre, na margem, pior do que apontava a mediana das expectativas (-0,3%). O recuo de 0,7% no volume em março ante fevereiro também foi maior do que mediana das previsões (-0,2%).

Com isso, crescem as chances de um PIB negativo no primeiro trimestre, considerando os dados ruins também do comércio e da indústria no período. Na ata, o Copom afirmou que os indicadores disponíveis sugerem "probabilidade relevante" de que o PIB tenha recuado ligeiramente no período, na comparação com o trimestre anterior. "A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego", destacou o BC.

Na curva a termo, há uma precificação marginal de queda da Selic no Copom de julho, de 6,72 pontos-base, segundo a Quantitas Asset. Para a próxima reunião, em junho, a curva aponta 80% de probabilidade de manutenção da taxa em 6,50% e 20% de chance de alta de 0,25 ponto porcentual.

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