ECONOMIA
Para Joice, mesmo se governo mexer em BPC e rural, chegará perto de R$ 1 tri
A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou que o Planalto não está "insensível" sobre as alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural propostas na reforma da Previdência, dois pontos que sofrem resistência no Congresso. Ela citou que, mesmo que o governo ceda nesses dois itens, será possível chegar "muito perto" de uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos.
"O governo já entende que os pontos que mais pegam, que mais apertam o calo de boa parte dos parlamentares, realmente é a questão do BPC e (a aposentadoria) rural", declarou a deputada. "Se vai mexer no BPC e rural, se vai mexer em uma vírgula para a direita ou para a esquerda, isso é uma coisa que a gente discute e resolve"."
A líder do governo destacou a necessidade de se manter a espinha dorsal de uma economia de R$ 1 trilhão em uma década mesmo se BPC e rural forem modificados. "Acho que dá, sim, na linha, na estica, aquela coisa no limite. Contando os centavos ali talvez a gente consiga chegar muito perto do R$ 1 trilhão", disse.
"Creio que, se a gente mexer em BPC e rural, não estou nem falando em retirar, cortar, mexer de alguma forma, a gente ainda consegue o teto de R$ 1 trilhão. Agora, passou disso, aí não dá mais, o negócio fica magro demais, deixar a reforma anoréxica não é um bom caminho para o Brasil."
Para ela, seria a "última gota" da força fiscal da reforma idealizada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. "Não estou dizendo tirar BPC e rural, o que estou dizendo é trabalhar BPC e rural", declarou a parlamentar, citando que a Medida Provisória editada para combater fraudes na Previdência vai fazer que o déficit da aposentadoria rural seja reduzido.
Negociação
Joice Hasselmann garantiu que o governo vai discutir os pontos sensíveis aos parlamentares. "Nós não estamos fechados em copas em relação à nova Previdência. Sabemos que alguns pontos causaram desconforto para bancadas do Norte e do Nordeste, o governo não está insensível a isso. Ninguém quer aqui desgastar parlamentar, muito pelo contrário, até porque a nova Previdência é uma pauta positiva, vai trazer investimento, vai trazer riqueza para o Brasil."
Emendas
A líder do governo no Congresso afirmou que serão liberados os recursos das emendas parlamentares individuais, mas que isso depende da disponibilidade orçamentária do governo e que não são recursos para os parlamentares, mas para os municípios. "O governo, na medida que haja orçamento, obviamente, vai fazer as liberações, até porque o dinheiro é para as Prefeituras, não é para parlamentar. Os parlamentares são mediadores nesse processo", disse a deputada.
Ela ainda classificou como uma "conversa tirada do túnel não sei da onde" a possibilidade de o governo liberar R$ 400 milhões em emendas para cada parlamentar além do que é impositivo no Orçamento.
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