ECONOMIA

'Não tem nenhuma chance de MCMV ser interrompido', diz presidente da Caixa

17 Mai 2019 - 16h04Por Denise Luna e Vinicius Neder

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou nesta sexta-feira, 17, que não há chance de o Minha Casa Minha Vida (MCMV) ser interrompido, mas defendeu melhorias operacionais no programa para habitação de baixa renda e disse que nada será mudado sem ouvir o setor da construção civil.

Em discurso no 91º Enic, encontro do setor da construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no Rio, Guimarães disse, sem usar o nome adotado nos governos do PT, que o "programa de baixa renda" é foco do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Não tem nenhuma chance de esse programa ser interrompido. Nada será feito no Minha Casa Minha Vida sem que vocês sejam ouvidos", afirmou Guimarães, dirigindo-se à plateia formada por executivos do setor da construção.

Segundo Guimarães, é preciso "entender melhor" os problemas do MCMV. Ainda assim, o executivo citou o alto número de imóveis devolvidos como um problema e disse que "a questão toda é como dar o subsídio e como se precifica isso". " A análise de risco tem que melhorar. Não é que o programa é ruim", afirmou Guimarães.

O presidente da Caixa aproveitou o evento para anunciar uma linha para capital de giro para empresas do setor da construção. "A gente vai lançar em larga escala um programa de ajuda para vocês de capital de giro", afirmou Guimarães.

Matérias Relacionadas

Economia

Indústria de alimentos e bebidas faturou R$ 699,9 bi em 2019

A quantia representa 9,7% do Produto Interno Bruto
Indústria de alimentos e bebidas faturou R$ 699,9 bi em 2019
Economia

Consumo das Famílias ficou em 89,4 pontos em fevereiro

Este dado significa alta de 6,4 pontos em relação ao mês anterior
Economia

Bancos terão que fazer transferências em 10 segundos

Atualmente, o Pix está em fase de testes
Bancos terão que fazer transferências em 10 segundos
Economia

Contas externas têm déficit de US$ 11,8 bi em janeiro

É o maior nível para o mês desde 2015, segundo o Banco Central
Contas externas têm déficit de US$ 11,8 bi em janeiro
Ver mais de Economia