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ECONOMIA

Juros sobem com dólar em meio à indefinição sobre Bebianno

18 Fev 2019 - 11h08Por Silvana Rocha

Os juros futuros operam em alta, puxados pelo dólar em meio à indefinição sobre o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Na sexta-feira, as taxas futuras recuaram com especulações de que Bebianno poderia permanecer no cargo. Mas, no sábado, o ministro confirmou que poderia ser exonerado nesta segunda-feira, 18. Porém, a edição regular do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira não trouxe a exoneração do ministro.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro recebeu por cerca de 30 minutos o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. A edição do Diário Oficial é de responsabilidade da Imprensa Nacional, subordinada à Casa Civil. A agenda oficial de Bolsonaro não previa esse encontro, mas apenas despacho interno no Palácio do Planalto, às 9 horas.

Bebianno está no centro da crise política após denúncias de uso de candidatos laranjas no PSL nas últimas eleições, quando o ministro era presidente do partido do presidente Jair Bolsonaro. Seu desgaste piorou após o filho mais novo do presidente, Carlos Bolsonaro, ter chamado o ministro de mentiroso publicamente, o que foi endossado pelo presidente.

A preocupação no governo é de que a crise dificulte as negociações sobre a reforma da Previdência no Congresso. O presidente prometeu assinar e enviar a proposta de reforma da Previdência à Câmara na quarta-feira.

Às 9h46, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 subia a 6,39%, de 6,370% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 estava a 6,99%, de 6,93% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 indicava 8,09%, de 8,02% no ajuste de sexta-feira. E o DI para janeiro de 2025 avançava a 8,62%, de 8,53% no ajuste de sexta-feira. No câmbio, o dólar à vista subia 0,32%, a R$ 3,7171. O dólar futuro para março avançava 0,43%, a R$ 3,7195.

Mais cedo, o relatório Focus divulgado mostrou que os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA em 2019 e 2020, em 3,87% e 4,00%, respectivamente. Também foram mantidas as estimativas para Selic em 2019 e 2020, em 6,50% e 8,00%.

Foi informado também que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,58% na segunda quadrissemana de fevereiro, desacelerando em relação ao acréscimo de 0,66% observado na primeira quadrissemana deste mês, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Já o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,34% na segunda quadrissemana de fevereiro, em desaceleração ante a taxa registrada na leitura anterior (0,53%).

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