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ECONOMIA

Juros longos sobem com risco de CCJ votar Previdência só na semana que vem

16 Abr 2019 - 18h58Por Denise Abarca

O risco de novo atraso no cronograma da reforma da Previdência voltou a pesar sobre o mercado de juros, em especial sobre as taxas longas, que estiveram o dia todo em alta moderada. A possibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da aposentadoria ser votada somente depois da Páscoa cresceu com o adiamento das discussões da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de segunda-feira para esta terça-feira, o que estimulou recomposição de prêmios nos contratos a partir de 2023. A pressão no câmbio, também em função do cenário político, ajudou a puxar as taxas. Os juros nos demais vencimentos encerraram de lado, sem um vetor forte que alterasse a percepção sobre a política monetária nos próximos meses.

No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava estável em 6,53% e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,092% no ajuste de segunda para 7,10%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,25%, de 8,22% no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,732% para 8,76%.

"O que dá o tom ao mercado são os fatores internos. As pontas curta e intermediária estão de lado, mas a trapalhada dos líderes do governo na segunda faz preço nos longos", disse o economista da Mongeral Aegon Investimentos Breno Martins. Segundo ele, o mercado está cético de que o parecer do relator Marcelo Freitas (PSL-MG) seja votado amanhã na CCJ. "Parece ser bastante improvável", disse.

Os governistas não conseguiram evitar na segunda a inversão da ordem do dia e a discussão da PEC do Orçamento Impositivo acabou passando à frente da reforma da Previdência. Com isso, o debate ficou para esta terça com o risco de a votação ser realizada só semana que vem, apesar do esforço do governo em votar na quarta. A sessão de discussão da reforma está em andamento e, para que a votação amanhã (quarta) seja consenso, a oposição pede a retirada de alguns trechos do texto já na CCJ, o que era esperado para ocorrer somente na comissão especial. O Centrão resiste.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não vê problema se a votação for postergada. "Se for esta semana, ótimo. Se for terça que vem, está perfeito", declarou. Mais tarde, no entanto, declarou que a votação pode ser resolvida entre terça e quarta. Já a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), avaliou que com a "operação acelera" nas falas dos deputados é possível realizar na quarta. Segundo ela, muitos não estão usando o tempo todo a que têm direito, o que pode antecipar a votação.

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