Economia
Inadimplência volta a subir em SC no mês de abril, apura pesquisa da Fecomércio
Entre as principais modalidades de crédito utilizadas, o cartão de crédito continua liderando com ampla vantagem, presente em 88,4% das famílias endividadas. Na sequência aparecem os carnês (26,5%) e o crédito pessoal (17,7%)
- Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ArquivoA inadimplência das famílias catarinenses voltou a subir em abril de 2026, sinalizando um cenário de maior dificuldade financeira. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Fecomércio SC, o percentual de famílias com contas em atraso passou de 26,8% em março para 27,3% em abril, alta de 0,5 ponto percentual. Apesar do avanço, o índice segue abaixo da média nacional, que atingiu 29,7%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o movimento acende um sinal de alerta.
“O cenário de alta da inadimplência é preocupante, ainda mais em um contexto de juros elevados e de recrudescimento da inflação, influenciado por fatores geopolíticos, que impactam diretamente o orçamento das famílias”, avalia.
Outro indicador que reforça o aperto no orçamento é o aumento da parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas. Em Santa Catarina, esse percentual subiu de 10,3% para 11,0% no período. Ainda assim, o resultado permanece mais favorável do que o registrado no Brasil, onde o índice ficou em 12,3%.
O nível de endividamento também apresentou crescimento no estado, alcançando 75,1% das famílias em abril, avanço de 1,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Mesmo com a alta, o percentual catarinense segue abaixo da média nacional, de 80,9%.
Entre as principais modalidades de crédito utilizadas, o cartão de crédito continua liderando com ampla vantagem, presente em 88,4% das famílias endividadas. Na sequência aparecem os carnês (26,5%) e o crédito pessoal (17,7%).
Os dados indicam que, embora Santa Catarina mantenha indicadores mais positivos do que a média nacional, o aumento da inadimplência e da dificuldade de pagamento aponta para um cenário de maior comprometimento da renda e exige atenção ao comportamento do consumo nos próximos meses.
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