ECONOMIA
Ibovespa sobe quase 3% em meio a otimismo com equipe econômica e influência de NY
A sexta-feira, 16, foi de alta expressiva do Índice Bovespa, que refletiu o bom humor do mercado com o noticiário político doméstico e ainda se beneficiou de influência positiva das bolsas de Nova York. O índice já iniciou o dia em terreno positivo, ganhou maior fôlego no período da tarde e fechou aos 88.515,27 pontos, praticamente na máxima do dia, em alta de 2,96%.
A abertura positiva foi determinada por um conjunto de fatores, como a alta dos preços do petróleo e os ajustes nos preços das ações cujos American Depositary Receipts (ADRs) haviam subido com força na quinta-feira, quando o mercado brasileiro não operou.
No pano de fundo estava a repercussão do anúncio de mais nomes para a equipe econômica do governo eleito: Roberto Campos Neto para o Banco Central, Mansueto Almeida, que permanecerá no Tesouro Nacional, e Carlos Viana, mantido na diretoria de Política Econômica do Banco Central.
"O mercado está feliz com os nomes anunciados pelo novo governo, que indica estar comprometido com a agenda de reformas. A manutenção de nomes como o de Mansueto mostra que há a intenção de manter o que de melhor existe na agenda econômica do atual governo", disse Victor Cândido, economista-chefe da Guide Investimentos.
À tarde, o Ibovespa ganhou fôlego extra após a melhora das bolsas de Nova York, que mais cedo caíram. Por lá, os ativos responderam positivamente à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que pode chegar a um acordo com a China, que o levaria não impor mais tarifas sobre o país asiático. Além da melhora das bolsas de Nova York, houve enfraquecimento do dólar e queda dos juros dos títulos do Tesouro americano.
"Há tempos que os mercados vêm precificando a tensão envolvendo Estados Unidos e China, devido aos possíveis efeitos negativos na economia global. É natural que haja uma reação à notícia, mas eu diria que hoje a alta refletiu mais os ajustes da véspera e a repercussão dos nomes da equipe econômica", disse Ernani Teixeira, analista da Toro Investimentos.
Apesar da desaceleração do petróleo, as ações da Petrobras foram destaque de alta e terminaram o dia com ganhos de 3,16% (ON) e de 2,79% (PN).
O setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do Ibovespa, teve ganhos generalizados com Bradesco ON (+5,56%) à frente. Já a queda do dólar prejudicou as ações de empresas exportadoras, como Suzano ON (-1,40%) e Fibria ON (-0,50%).
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