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ECONOMIA

Ibovespa sobe 1,32% em dia de negócios reduzidos por feriado nos EUA

27 Mai 2019 - 19h05Por Paula Dias

A liquidez reduzida foi a principal marca dos negócios com ações nesta segunda-feira, 27, de feriado nos Estados Unidos (Memorial Day), que manteve as bolsas de Nova York fechadas. No entanto, o Índice Bovespa teve fôlego para oscilar em alta durante todo o pregão, depois de três baixas consecutivas na semana passada.

O avanço foi sustentado por uma percepção construtiva das manifestações em favor do governo e também contou com o reforço das ações de empresas de commodities, que acompanharam as altas dos preços das matérias-primas no exterior.

Ao final da sessão de negócios, o Índice Bovespa marcou 94.864,25 pontos, em alta de 1,32%.

A valorização andou na contramão do câmbio, onde o dia foi de valorização do dólar ante o real. Os negócios somaram R$ 8,249 bilhões, pouco mais da metade da média de maio, de R$ 14,8 bilhões.

As manifestações em favor do governo de Jair Bolsonaro e da reforma da Previdência, entre outras pautas, foram lidas sob perspectiva positiva no mercado, embora não se saiba exatamente quais serão os próximos capítulos na conturbada relação entre Executivo e Legislativo. Havia temores de que as manifestações fossem um fracasso - que fortalecesse o Congresso em demasia - ou um sucesso absoluto, que fortalecesse o governo excessivamente. Aparentemente houve um meio-termo que agradou o mercado.

"Apesar de ainda não serem determinantes para a aprovação da reforma, as manifestações mostram certo respaldo popular da situação e podem resultar em alguma pressão sobre o Centrão em prol da proposta", disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. "De qualquer forma, como diz Paulo Guedes, a reforma não é a única solução aos problemas no país, e estes passam muito pela estabilidade político-social necessária à aprovação de outras medidas, como a redução do número de ministérios e a aprovação de crédito suplementar à União", afirmou o profissional.

Já entre as altas mais significativas ficaram os papéis de commodities, que acompanharam a valorização das matérias-primas no exterior. Vale ON fechou com ganho de 3,89%, refletindo principalmente a alta de mais de 3% do preço do minério de ferro no mercado chinês. A commodity subiu em meio a preocupações com a baixa dos estoques nos portos chineses e temores de que a oferta brasileira de minério seja reduzida ainda mais, com o risco de rompimento da barragem de Barão de Cocais.

As ações da Petrobras tiveram ganhos de 1,45% (ON) e 0,57% (PN) em dia de alta dos preços do petróleo. Também contribuiu a perspectiva positiva em torno da possível venda da distribuidora Liquigás, dentro do plano de desinvestimento da estatal.

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