ECONOMIA

Ibovespa segue cenário internacional e fecha em queda de 0,41%

06 Mar 2019 - 19h57Por Paula Dias

O mercado acionário brasileiro manteve o tom negativo na volta do feriado de carnaval e o Índice Bovespa fechou nesta quarta-feira, 6, em leve baixa, ainda no patamar dos 94 mil pontos. Com a agenda doméstica esvaziada, coube ao cenário internacional determinar o viés de baixa do índice, em meio a preocupações sobre o ritmo da economia mundial. Com as bolsas de Nova York em queda generalizada e o dólar avançando firmemente ante o real, o Ibovespa fechou com perda de 0,41%, aos 94.216,87 pontos. O pregão teve início às 13h e o volume de negócios foi mais baixo, somando R$ 8,6 bilhões.

A queda foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro e elétrico, enquanto papéis ligados a commodities subiram e amenizaram as perdas. Profissionais do mercado afirmam que boa parte do comportamento das blue chips foi técnico, com ajustes aos preços dos seus ADRs, que foram negociados normalmente na segunda e na terça-feira.

"Com dois dias de mercado fechado, havia um 'gap' de alta em alguns papéis, principalmente em commodities. Por isso o Ibovespa teve uma queda mais moderada", disse Pedro Paulo Silveira, economista da corretora Nova Futura. Por outro lado, afirma, houve aumento de cautela do investidor diante de novos indicativos de que o crescimento da economia global está aquém do esperado.

No ambiente doméstico, as atenções continuaram focadas na reforma da Previdência, embora não se espere novidades relevantes para esta semana. Segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, os polêmicos posts do presidente Jair Bolsonaro com críticas ao carnaval, que ocuparam o topo dos "trend topics" mundiais do Twitter, não chegaram a fazer preço. No entanto, foram considerados como uma espécie de desgaste desnecessário do presidente, em um momento em que as atenções se concentram na reforma da Previdência.

Na análise por ações, as da Vale foram o destaque positivo do dia, com alta de 2,80%, na máxima do dia, neste que foi o primeiro pregão após a substituição de Fabio Schvartsman por Eduardo de Salles Bartolomeu na presidência da empresa. "O ADR da Vale, que chegou a cair 5% na segunda-feira, acabou por recuperar valor lá fora e ainda contabiliza ganhos no acumulado da semana", disse Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora.

Do lado negativo estiveram os papéis da JBS, maior baixa do índice, com queda de 5,10%. Segundo Monteiro, da Renascença, as ações recuaram depois de informações de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) irá aumentar as exigências para os fabricantes brasileiros de carnes, devido aos recalls de carnes nos últimos meses.

Premix Concreto

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