ECONOMIA
Ibovespa fecha estável em dia de cautela antes de votação na CCJ
A expectativa por definições do cenário político colocou um freio nos negócios com ações nesta segunda-feira, 22, e o Índice Bovespa fechou estável, em um pregão de liquidez bastante reduzida. Estiveram no radar do investidor de bolsa a votação da admissibilidade da reforma da Previdência, prevista para terça-feira, 23, e ainda o risco de greve dos caminhoneiros. Depois de ter testado pontualmente o patamar dos 95 mil pontos, o Ibovespa fechou aos 94.588,06 pontos, em alta de 0,01%. Os negócios somaram R$ 9,9 bilhões.
Apesar de sustentar a aposta de que a reforma avançará nesta semana, o investidor mantém a cautela por conta das movimentações dos partidos de oposição e do chamado "Centrão". O temor é de que manobras estendam demasiadamente o processo ou que levem a uma prematura desidratação da proposta do governo. Uma das manobras que a oposição estuda na tentativa de obstruir a sessão de terça é pedir uma nova fase de discussões se o parecer do relator Marcelo Freitas (PSL-MG) for alterado, o que demandaria mais tempo de análise.
Outro foco de preocupação ficou com o imbróglio dos preços do diesel, iniciado pela interferência do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras. Mesmo com o anúncio de um pacote de medidas para o setor e de um reajuste do diesel menor que o anunciado inicialmente, o governo não conseguiu até agora afastar a possibilidade de uma greve dos caminhoneiros, que ameaçam parar no próximo dia 29.
A cautela com o risco de greve se sobrepôs às fortes altas dos preços do petróleo e as ações da Petrobras tiveram desempenho fraco, o que ajudou a tirar o fôlego do Ibovespa. Ao final do pregão, Petrobras ON teve alta de 0,36%, enquanto Petrobras PN caiu 0,58%.
"Há a preocupação com a possibilidade de greve, mas o mercado não crê na possibilidade de um movimento com a mesma dimensão daquela vista no governo anterior. Por mais que em alguns momentos haja decisões dúbias, o governo está mais alinhado ao mercado e não está fragilizado como o governo passado. Há uma estabilidade maior", disse Álvaro Frasson, analista da Necton.
O noticiário corporativo também influenciou o desempenho do Ibovespa, com destaque para Vale ON, que terminou o dia em queda de 2,43%. Segundo analistas, o papel foi influenciado principalmente pela notícia de que o relator da CPI de Brumadinho no Senado, Carlos Viana (PSD-MG), pretende propor em seu relatório final um aumento no imposto conhecido como Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) - espécie de royalty pago pelas mineradoras - dos atuais 3,5% para 10%.
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