ECONOMIA

Ibovespa cai 3,10% e tem pior semana em 7 meses com crise política

22 Mar 2019 - 19h21Por Paula Dias

O Índice Bovespa teve nesta sexta-feira, 22, sua quarta queda consecutiva e voltou a se distanciar da marca dos 100 mil pontos atingida na segunda-feira. Se no início da semana predominava a confiança na aprovação da reforma da Previdência, agora o clima é de cautela com os desdobramentos políticos e jurídicos da prisão do ex-presidente Michel Temer e das dificuldades de articulação do governo Bolsonaro em diferentes esferas. Como se não bastassem as adversidades do cenário doméstico, o mercado internacional contribuiu com forte aversão ao risco, em meio a novos temores de desaquecimento da economia global.

O Ibovespa terminou o dia em queda de 3,10%, aos 93.735,15 pontos. Com mais esse resultado negativo, terminou a semana com perda acumulada de 5,45% - pior porcentual desde a semana terminada em 10 de agosto do ano passado, quando o indicador caiu 6,04%, influenciado pela turbulência internacional envolvendo a crise na Turquia. Os negócios do dia somaram R$ 19,4 bilhões.

Os temores dos investidores se concentraram principalmente na figura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ao longo da semana protagonizou desentendimento público com o ministro Sérgio Moro (Justiça) e teve de lidar com manifestação de Carlos Bolsonaro em favor de Moro. Assim, sua permanência na articulação do governo em favor do governo foi alvo de especulações e questionamentos.

No mercado, houve espaço para especulações de curto e médio prazo, mas a expectativa ainda é de que a reforma da Previdência passará pelo Congresso. Contudo, o clima de euforia de tempos atrás dificilmente será recuperado no curto prazo. "Acredito que a reforma vai passar, nem que seja a fórceps, porque a essa altura os parlamentares já devem estar cientes de que não existe outra opção para o País. O problema agora é o prazo, que pode se estender além do esperado", disse o economista Pedro Coelho Afonso.

Entre as preocupações do mercado está o difícil relacionamento do governo com as bancadas no Congresso, que passaram a dar sinais de afastamento do governo. Desde a apresentação da proposta de reforma dos militares, na quarta-feira, que a tarefa de definir o relator da PEC da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara parece mais difícil. A queda da popularidade de Bolsonaro foi outro fator a gerar algum isolamento. "Os parlamentares passaram a evitar o ônus da reforma nesse momento", disse Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora.

Entre as 66 ações que compõem o Ibovespa, apenas Suzano ON fechou em alta (+1,19%), favorecida pela valorização de 2,65% do dólar à vista. As quedas mais significativas ficaram com papéis de varejo, com B2W ON (-9,09%) à frente, sob influência do rebaixamento de recomendação promovido pela Itaú BBA. Entre as blue chips o dia foi de quedas expressivas, principalmente nos papéis mais sensíveis ao risco político. Banco do Brasil ON, por exemplo, caiu 5,44%.

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