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ECONOMIA

Ibovespa cai 1,43% com aversão ao risco e termina semana com perda de 2,58%

23 Nov 2018 - 18h04Por Paula Dias

Uma onda de aversão ao risco penalizou os preços das commodities no mercado internacional e impôs perdas generalizadas aos mercados acionários, incluindo o brasileiro. O Índice Bovespa oscilou em queda durante todo o pregão e terminou a sexta-feira, 23, aos 86.230,22 pontos, em baixa de 1,43%. Os negócios somaram R$ 12,6 bilhões, ainda reduzidos por conta da ocorrência do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e da Black Friday naquele país.

A cautela dos investidores com questões relacionadas ao ritmo da economia global gerou perdas de mais de 7% nos futuros de petróleo (caso do contrato para janeiro na Nymex) ao longo da tarde e o minério de ferro teve perda superior a 2% no mercado à vista chinês. Entre os focos de tensão estiveram a proximidade da reunião da Opep (6/12) e o encontro dos presidentes dos Estados Unidos e da China na reunião do G-20, que começa na próxima sexta-feira (30/11).

Com a busca por ativos de maior segurança, investidores migraram dos mercados acionários em todo o mundo, o que fortaleceu o dólar e reduziu os juros dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries. As bolsas de Nova York operaram com horário reduzido, mas foram referência negativa para os índices de ações de países emergentes. No final do dia, o MSCI Emerging Markets tinha queda de 1,17%. O EWZ, principal ETF brasileiro, recuou 1,78%.

Como não podia deixar de ser, as quedas mais relevantes do Ibovespa foram as da Petrobras e da Vale. As ações da mineradora perderam 6,83% e as da petroleira tiveram quedas de 2,34% (ON) e de 3,10% (PN). Ações de bancos tiveram queda, à exceção de Santander (+1,03%) e Banco do Brasil ON (+0,79%), que continuou a refletir a boa recepção ao nome de Rubem Novaes para presidir a instituição. Novaes afirmou que braços do banco podem ser privatizados.

"O mau humor internacional, em meio ao volume reduzido e a semana marcada por feriados, acabou por prevalecer no sinal da bolsa. Mas o lado político interno segue bastante positivo, com o anúncio de nomes do novo governo que são pró-mercado", disse Eduardo Guimarães, especialista em ações da Levante Ideias de Investimentos.

Guimarães afirmou que a indicação de Salim Mattar para a Secretaria de Desestatização também foi bem recebida no mercado, mas a notícia foi ofuscada pelo mau humor do investidor internacional. Mattar é fundador e presidente do Conselho da Localiza, uma das maiores locadoras de veículos do mundo.

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