ECONOMIA

IBGE capta queda em carteira assinada e alta da informalidade em todos os Estados

16 Mai 2019 - 13h37Por Vinicius Neder

A situação do mercado de trabalho, marcada por elevado desemprego e subutilização da mão de obra, assim como pelo crescimento de ocupações típicas da informalidade, não está localizada em um Estado ou outro do País, mas, sim, generalizada em todo o território nacional, afirmou nesta quinta-feira, 16, o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesta quinta-feira, o IBGE divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, com informações regionais sobre o mercado de trabalho no primeiro trimestre. Os dados nacionais foram divulgados no fim do mês, revelando que o total de desempregados é de 13,387 milhões de pessoas, com taxa de desemprego em 12,7%.

"O grande destaque é que a situação que a gente vive hoje no Brasil não está localizada num Estado ou noutro. A queda na carteira (de trabalho) se dá em todos os Estados. O aumento da informalidade acontece em todos os Estados", afirmou Azeredo.

Segundo os dados regionais, as maiores taxas de desemprego foram registradas no Amapá (20,2%), na Bahia (18,3%) e no Acre (18,0%). No Rio, a taxa de desemprego ficou em 15,3% e, em Minas Gerais, em 11,2%. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%).

Azeredo destacou que registrar taxas de desemprego mais elevadas é uma característica estrutural do mercado de trabalho no Nordeste. Só que, mesmo os Estados do Sul, que tradicionalmente registram as menores taxas de desemprego, estão hoje numa situação pior do que estavam antes da crise. Santa Catarina, que tem a menor taxa de desemprego no primeiro trimestre, com 7,2%, já registrou níveis na casa de 2,0%, lembrou Azeredo.

"Santa Catarina tem a taxa mais baixa, mas não estava acostumada com esse nível de desocupação. Hoje, Santa Catarina tem a taxa que o Brasil tinha em 2014", disse o pesquisador do IBGE.

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