ECONOMIA
Fracischini: discussão da Previdência deve começar terça com votação até quarta
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou que a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência só deve começar a ser discutida nesta terça, 16, e que a votação pode ficar para a semana que vem caso os mais de 100 deputados inscritos para falar não abram mão deste tempo. A intenção do governo é conseguir votar a proposta até esta quarta, 17.
"Vamos tentar votar a PEC do Orçamento Impositivo ainda hoje (segunda). Pretendo ir até acabar essa votação, nem que tenha que ir até às 4h. Provavelmente, a discussão da reforma da Previdência deve se iniciar amanhã (terça)", disse.
Francischini afirmou ainda que a sessão de discussão da Previdência pode ter mais de 30 horas. Para ele, há votos suficientes para aprovar a admissibilidade da PEC na CCJ.
Questionado se seria uma derrota a votação ficar para semana que vem, ele afirmou que isso "o governo que tem de dizer". "O governo está ligando para os deputados? Está se esmerando para aprovar a reforma? Se ele está fazendo isso, eu torço para que a gente consiga votar o mais rapidamente possível", disse.
O deputado reclamou também da atuação de seus pares na comissão. Para ele, os parlamentares que deveriam defender a reforma da Previdência não estão se posicionando de forma forte e transparente. "Eu fico pautando requerimentos e ninguém defende. Eu não entendi o meu partido. Se eu falasse pelo PSL na comissão, eu não votaria pela inversão de pauta", disse.
Mais cedo, a comissão aprovou um requerimento para que a proposta do orçamento impositivo fosse votada antes da reforma da Previdência na comissão. O PSL e a liderança do governo encaminharam a votação a favor da inversão da pauta.
Francischini também explicou que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi escolhida por ele para ler a ata da última reunião da comissão. "Foi a primeira que eu vi", disse.
A ala governista tentou inverter a ordem dos trabalhos para que a ata fosse lida depois das votações, mas a oposição, com a ajuda de partidos do bloco da maioria, derrotaram o pedido e a ata teve que ser lida no início da reunião. Parlamentares reclamaram da escolha da petista ao alegarem que ela "demorou muito para ler".
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