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Economia

FIESC articula com Fórum Parlamentar apoio a exportadoras de SC

Em ligação ao coordenador do Fórum Parlamentar, deputado Pedro Uczai, presidente da FIESC, Gilberto Seleme, chamou atenção para os graves impactos do tarifaço dos Estados Unidos nos segmentos de madeira, móveis e molduras

12 Ago 2025 - 14h00Por Janici Demetrio
FIESC articula com Fórum Parlamentar apoio a exportadoras de SC - Crédito: Freepik Crédito: Freepik

O presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, e o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Pedro Uczai, discutiram na manhã desta segunda-feira (11) os impactos da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos.

 


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Diante de um novo documento oficial da aduana norte-americana, que informa que o setor de madeira e derivados será atingido pelo aumento tarifário, a Federação salientou ao deputado catarinense os efeitos sobre toda a cadeia de base florestal, em especial sobre a manutenção de empregos. A redução de pedidos já está provocando férias coletivas e o risco de demissões é elevado.

“Sem medidas de apoio às empresas exportadoras do segmento de madeira e derivados, móveis e molduras, os empregos catarinenses vão migrar para a Ásia. Países como o Vietnã, que já competem pelos mesmos mercados com os produtos de SC, estão mais competitivos por causa da tarifa de 50% imposta ao Brasil e tendem a ganhar participação no mercado norte-americano”, destaca Seleme.

O coordenador do Fórum solicitou informações técnicas sobre os efeitos nocivos do tarifaço sobre a economia catarinense e dos principais segmentos afetados no estado, para subsidiar uma reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

Santa Catarina é o estado com o maior número de polos internacionais do setor de madeira e derivados, com cinco regiões exportadoras. O Paraná conta com quatro polos, e o Rio Grande do Sul com um.

“Algumas cidades catarinenses têm sua movimentação econômica muito atrelada a indústrias com elevada exposição ao mercado norte-americano e as consequências econômicas e sociais seriam severas”, explica Seleme.

A FIESC está mobilizando a bancada catarinense pela necessidade de apoio a políticas públicas que minimizem os efeitos no curto prazo.

“Mesmo que nossas indústrias estejam buscando abrir novos mercados, conforme a pesquisa da Federação mostrou, esse é um processo longo. Soma-se a isso o fato de que empresas de todo o mundo estão buscando destinos alternativos para os produtos que seriam destinados aos EUA, o que aumenta a competição internacional”, informa.

Dados das exportações

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