Economia
Fecomércio SC aponta queda na confiança e aumento da inadimplência após tarifaço
Segundo o estudo, a intenção de consumo das famílias caiu 6,9%, enquanto a confiança dos empresários do comércio recuou 9,5%
Crédito: Rádio Jaraguá A confiança de consumidores e empresários do comércio em Santa Catarina vem apresentando queda desde a entrada em vigor do primeiro tarifaço dos Estados Unidos, em agosto de 2025. É o que aponta um levantamento da Fecomércio SC, que identificou piora nos indicadores de consumo, emprego e percepção da economia ao longo do período.
Segundo o estudo, a intenção de consumo das famílias caiu 6,9%, enquanto a confiança dos empresários do comércio recuou 9,5%. O indicador que mede a avaliação das condições atuais da economia registrou a maior queda: 20,1%. O levantamento também aponta aumento da inadimplência e desaceleração na geração de empregos no setor.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o cenário exige atenção. Segundo ele, o tarifaço se soma às tensões geopolíticas e ao aumento da inflação global, reduzindo o poder de compra da população, afetando a confiança de consumidores e empresários e mantendo os juros em patamares elevados, o que dificulta a recuperação da economia.
No mercado de trabalho, o saldo médio mensal de vagas no comércio catarinense caiu 66,3%, passando de 1.576 para 532 postos. Em todo o estado, a geração de empregos recuou 44,8% no mesmo período, indicando uma desaceleração mais ampla.
A inadimplência também aumentou. O percentual de famílias com contas em atraso passou de 23% para 29,7%, enquanto cresceu o número de consumidores sem condições de quitar as dívidas, refletindo maior pressão sobre a renda.
Apesar do cenário, o volume de vendas do varejo ainda mantém crescimento moderado. Para a Fecomércio SC, isso indica que os efeitos do tarifaço, até o momento, têm sido mais perceptíveis na confiança, no crédito e no mercado de trabalho, podendo impactar o consumo de forma mais intensa nos próximos meses.
O estudo compara indicadores de consumo, emprego, confiança e inadimplência antes e depois da adoção das tarifas e destaca que o acompanhamento dos próximos meses será decisivo para medir a evolução desses impactos sobre o comércio catarinense.
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