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ECONOMIA

Escolhas para comissão especial permitem fazer costura com partidos, diz Joice

25 Abr 2019 - 13h23Por Daniel Weterman

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou que a escolha de um deputado do Centrão para presidir a comissão especial da reforma da Previdência na Câmara e de um integrante do PSDB para relatar a proposta no colegiado permite fazer uma costura maior com os partidos políticos e é um "ótimo começo" para avançar no diálogo com os parlamentares.

Dar a presidência e a relatoria da comissão ao PSL, como ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), causaria reações, admitiu negativas. O deputado Marcelo Ramos (PR-AM) foi anunciado como presidente da comissão especial e Samuel Moreira (PSDB-SP) como relator.

Os nomes foram apresentados após reunião de líderes com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"São bons nomes, um do PR e outro do PSDB, o que também faz com que nós consigamos fazer uma costura com esses partidos, nós vamos precisar desses partidos", disse a líder do governo. "É um ótimo começo, já começamos o diálogo com duas unanimidades e uma pacificação", declarou, ao destacar que as escolhas foram um consenso.

Como PR e PSDB, além de outras legendas, defendem tirar do texto as mudanças no Benefício da Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, Joice voltou a falar que os dois itens sofrerão alterações na comissão especial e que o governo já está convencido disso.

Ela afirmou que o governo está conversando, articulando com os parlamentares e "construindo a base". "Como a gente já avançou um pouco no debate, acho que começamos de forma mais madura na comissão especial. Na CCJ, o texto chegou e aí se começou do zero. A gente não começa do zero mais, a gente já evoluiu", declarou, dizendo esperar um "diálogo e debate um pouco mais maduro".

Ela ponderou, no entanto, que "ninguém controla a oposição" durante a análise da proposta. "Milagre vocês não podem pedir para o governo nem para a líder do governo."

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