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Economia

Em reunião com Guedes, FIESC defende agenda liberal e mais investimentos em SC

No encontro com o ministro da Economia, na sexta-feira (4), no Rio de Janeiro, o presidente Mario Cezar de Aguiar disse que apesar de Santa Catarina gerar a sétima arrecadação de tributos (R$ 58,7 bilhões) do País, é o 14º estado em recebimento de recurso

07 Out 2019 - 11h50
Comitiva catarinense com o ministro, no Rio de Janeiro (foto: Guarim de Lorena) - Comitiva catarinense com o ministro, no Rio de Janeiro (foto: Guarim de Lorena) -

Em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, manifestou apoio à agenda liberal em curso e às reformas da previdência e tributária, além de defender a ampliação dos investimentos federais em Santa Catarina. “Somos um estado com forte contribuição ao País, mas que tem baixo retorno da União em serviços e investimentos. Apesar de gerar a sétima arrecadação de tributos (R$ 58,7 bilhões) do País, o estado é o 14º em recebimento de recursos federais (R$ 9,2 bilhões). Temos a quarta pior relação arrecadação versus retorno, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro”, informou Aguiar. O encontro foi realizado na sede do Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (4).

Aguiar convidou Guedes para vir a Santa Catarina e o ministro acenou positivamente. Na reunião, o presidente da FIESC destacou a importância de medidas tomadas pelo governo que estão melhorando o ambiente de negócios, como a modernização das Normas Regulamentadoras (NRs), a política de redução consistente dos juros e controle da inflação. “São ações relevantes para criar um ambiente favorável ao crescimento que vai começar a aparecer em breve e, mais importante, de maneira sustentável”, afirmou.

O presidente da FIESC chamou a atenção para as deficiências na infraestrutura catarinense. “Apesar do potencial que Santa Catarina tem para se consolidar como importante plataforma logística para o Mercosul e de possuir portos modernos, a infraestrutura é o principal entrave à competitividade catarinense. Além disso, o estado está fora do Planejamento Logístico Nacional”, ressaltou. Aguiar lembrou ainda que as concessões são o caminho para viabilizar os investimentos, considerando a limitação do Estado para fazer as obras. Contudo, destacou a necessidade de elaborar projetos e contratos bem estruturados, além de garantir a independência e a eficiência das agências reguladoras. Dessa forma, é possível ofertar bons serviços a custos adequados para o cidadão, bem como ter segurança jurídica e rentabilidade ao investidor.

Em relação à abertura da economia, Aguiar disse que a FIESC é favorável, alertando, contudo, que é uma ação que precisa ser planejada, levando em conta os entraves estruturais enfrentados pelas empresas brasileiras, como infraestrutura, impostos e burocracia, que não existem em mesmo nível nos países com os quais as companhias competem. “Portanto, a abertura econômica será positiva, desde que seja gradativa e implantada em paralelo à remoção dos entraves estruturais citados”, disse. Ele também conversou com o ministro sobre o projeto de política industrial que o governo pretende desenvolver para o setor e quais as propostas da pasta para incrementar a indústria, segmento que gera grande volume de emprego e tributos.

Acompanharam o encontro com o ministro os industriais Carlos Schneider (Ciser), Daniel Godinho (Weg), Edvaldo Ângelo (Metisa), Fernando Rizzo (Tupy), Gilberto Seleme (Madeireira Seleme), Irani Pamplona (Pamplona Alimentos), José Altino (Círculo), Rita Conti (RC Conti), Rui Altenburg (Altenburg Têxtil) e Gilberto Heinzelmann (Zen).

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