ECONOMIA
Dúvidas sobre reforma e Petrobras limitam baixa do dólar em linha com exterior
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira, 17, em baixa ante o real, sob influência da desvalorização externa em relação a outras divisas de países emergentes exportadores de commodities, após vários dados da economia da China melhores que o esperado. O destaque é o crescimento de PIB do primeiro trimestre de 6,4%, acima do previsto (6,3%), que alivia preocupações com uma desaceleração do país, mas também gera especulações sobre retirada de estímulos recentes à economia.
Internamente, há dúvidas se haverá votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara hoje ou na próxima semana. Além disso, há preocupação sobre a capacidade dos governistas de evitar que se vote algo além da admissibilidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que pode haver mudanças no parecer do relator Marcelo Freitas (PSL-MG). "O texto pode ser modificado, mas conversas ainda estão acontecendo", disse. Freitas, porém, afirmou que não pretende alterar seu parecer.
Já o líder do PP, Arthur Lira (AL), disse que a ideia é retirar da matéria os chamados "jabutis", ou seja, pontos que não tratem especificamente sobre Previdência. A oposição promete obstruir eventual votação hoje e, entre as estratégias, pode não dar quórum para a votação e haverá tentativas de se votar pareceres em separado, com a supressão de trechos da proposta original.
O investidor também observa os desdobramento da reunião de ontem à noite entre o presidente Jair Bolsonaro, ministros e a diretoria da Petrobras.
Embora tenha dito que a estatal é independente para estabelecer o preço do petróleo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que a política de reajustes atual não é suficientemente transparente e disse que mudanças estão em estudo. A Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% no preço do diesel, que foi suspenso após um telefonema de Bolsonaro.
Às 9h37, o dólar à vista caía 0,16%, aos R$ 3,8962. O dólar futuro para maio recuava 0,17%, aos R$ 3,9005.
Na Europa, o Ministério de Economia e Energia da Alemanha anunciou um novo corte na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2019, reduzindo-a do 1,0% estimado no fim de janeiro para 0,5%.
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