ECONOMIA

Dólar sobe 0,75% em novo dia de cautela com reforma da Previdência

21 Fev 2019 - 19h36Por Altamiro Silva Junior

O mercado de câmbio teve novo dia de cautela, que empurrou o dólar para R$ 3,77 na máxima da sessão desta quinta-feira, 21. Nas mesas de operação, preocupações sobre a tramitação e as negociações da reforma da Previdência no Congresso pesaram nos negócios. O fortalecimento do dólar no exterior também contribuiu para manter as cotações pressionadas no mercado local, marcado por forte volume de negócios. O dólar à vista fechou com valorização de 0,75%, a R$ 3,7598, e o real foi a moeda de país emergente que mais perdeu valor nesta quinta ante o dólar.

Na parte da tarde, a moeda americana chegou a desacelerar o ritmo de alta, segundo operadores, por conta de recursos externos que entraram em busca de oportunidades na bolsa. Mas o tom de cautela acabou predominando, e a própria bolsa não conseguiu se manter no terreno positivo.

"Permanecemos cautelosos e vemos o real sob pressão de depreciação no curto prazo", avalia a analista de moedas do Commerzbank, You-Na Park. Essa pressão pode levar o dólar a testar os R$ 3,90 nos próximos meses, prevê ela. Uma das razões para a prudência com a reforma da Previdência é que o texto tem medidas impopulares e os parlamentares certamente vão exigir abrandamento das regras para votar a proposta. "A estrada até a aprovação final provavelmente terá solavancos", ressalta ela, destacando que um dos riscos é que aprovação venha mais tarde do que o mercado espera.

O estrategista do Société Générale, Dev Ashish, também prevê negociações difíceis pela frente, que vão pressionar o mercado de câmbio. "O foco do mercado agora vai se virar para as negociações do governo com o Congresso e os prazos", escreve ele em relatório nesta quinta-feira. "Uma reforma ineficiente ou com atrasos aumentará a ansiedade do mercado, podendo potencialmente encerrar a recuperação da economia e prejudicar o investimento, aumentando os riscos associados a ativos denominados em reais."

Os analistas do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman & Co. (BBH) ressaltam que o dólar seguiu influenciado pela visão de que a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) veio menos 'dovish' do que o esperado. O documento divulgado na quarta-feira alertou para o aumento de riscos de desaceleração da economia mundial. Nesta quinta, vários indicadores da economia americana - como vendas de moradias, PMI industrial, índice de atividade regional do Fed da Filadélfia e encomendas de bens duráveis - vieram mais fracos que o previsto e ajudaram a manter o clima de aversão ao risco. Na Europa, o PMI industrial da zona do euro caiu para 49,2, registrando a mínima em 68 meses.

Premix Concreto

Matérias Relacionadas

Economia

Senado aprova suspensão no aumento de preço de medicamentos em 2021

Texto determina a reversão de reajustes já aplicados neste ano
Senado aprova suspensão no aumento de preço de medicamentos em 2021
Economia

Programa de redução de salário preserva 1,5 milhão de empregos

Empresas de serviço e de comércio têm usado mais programa do governo
Programa de redução de salário preserva 1,5 milhão de empregos
Economia

Petrobras obtém lucro de mais de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre

Empresa aumentou produção de petróleo e gás natural em 3%
Petrobras obtém lucro de mais de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre
Saúde

Guaramirim fará vacinação da covid nesta sexta-feira em idosos acima de 60 anos

Serão atendidos os idosos pré-cadastrados do número 3511 até o 3751
Guaramirim fará vacinação da covid nesta sexta-feira em idosos acima de 60 anos
Ver mais de Economia