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ECONOMIA

Dólar recua em sintonia com exterior, mas reduz perdas de olho em queda do IBC-BR

18 Mar 2019 - 11h10Por Silvana Rocha

O dólar reduziu por volta das 9h50 desta segunda-feira, 18, a queda registrada desde os primeiros negócios, sob influência do IBC-BR de janeiro, cuja queda de 0,41% ante dezembro foi pior do que a mediana das projeções do mercado. Ainda assim, a taxa de câmbio segue em baixa e é influenciada pelo dólar fraco no exterior em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha seus juros básicos inalterados no encontro desta terça e quarta-feira (19 e 20).

Após avançar 0,21% em dezembro (dado revisado), a economia brasileira teve baixa em janeiro de 2019. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,41% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio pior que a mediana das estimativas colhidas pelo Broadcast Projeções, mas dentro do intervalo previsto de -1,00% e +0,70%.

Investidores estão na expectativa nesta semana pelas decisões de juros do Copom e do Federal Reserve em reuniões que começam na terça e terminam na quarta-feira. Para as duas reuniões é esperada manutenção dos juros nos níveis atuais de 6,5% e na faixa de 2,25% a 2,50% ao ano, respectivamente. O presidente do Fed, Jerome Powell, concederá entrevista depois da reunião.

Após o BCE relaxar sua política na semana passada com empréstimos baratos a bancos, a expectativa é que o BC americano reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA. Há também rumores de que o Fed planeja parar de reduzir seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

Também há grande expectativa, no Brasil, pela apresentação do projeto de aposentadoria dos militares. A proposta deve ser entregue pela equipe econômica ao Congresso nesta quarta-feira, dia 20. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, revelou que o texto apresentado ao ministério da Economia inclui uma reestruturação da carreira militar que implicaria em custo extra em torno de R$ 10 bilhões nos primeiros dez anos.

No radar desta segunda deve ficar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que acompanha o presidente Jair Bolsonaro em viagem a Washington (EUA). Guedes reúne-se com o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross (12h15), e com o representante comercial do país, Robert Lightizer (16h30).

Brasil e EUA devem assinar nesta segunda o acordo que permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão. Na terça, Bolsonaro será recebido na Casa Branca pelo presidente dos EUA, Donald Trump. E o governo deve enviar ao Congresso até quarta-feira a proposta que reformula a aposentadoria dos militares.

Às 9h54 desta segunda-feira, o dólar à vista caía 0,20%, aos R$ 3,8136. A mínima até o momento foi de R$ 3,8026 (-0,47%) e a máxima, em R$ 3,8186 (-0,05%). O dólar futuro para abril estava praticamente estável, em R$ 3,8150 (-0,01%).

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