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ECONOMIA

Depois de subir mais de 20 pontos-base, juros desaceleram e exibem viés de alta

25 Mar 2019 - 11h15Por Karla Spotorno

Os juros futuros subiram fortemente na abertura da sessão desta segunda-feira, 25, avançando pelo menos 20 pontos-base. O movimento, que também aconteceu no câmbio, evidenciou a reação do mercado aos conflitos políticos que ameaçam o andamento da reforma da Previdência. Por volta das 9h45, a alta dos juros futuros desacelerou, acompanhando o comportamento do câmbio. As taxas, entretanto, seguem com viés de alta.

Na sexta-feira, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) já haviam subido bastante, juntamente com o dólar. Naquela sessão, a curva de juro a termo passou a precificar 25% de chance de alta da taxa básica de juro na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), segundo cálculos da Quantitas Asset.

O fim de semana foi marcado por intensa troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro, que estava em visita ao Chile, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Bolsonaro disse que a responsabilidade com a reforma da Previdência está agora com o Congresso. Maia disse que Bolsonaro tem de parar de dizer que é contrário à reforma das aposentadorias, pois isso atrapalha a tramitação da proposta e acusou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de tentar intervir na escolha do relator da Previdência.

A falta de um relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) atrasa o andamento da reforma. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), afirmou que não há pressa para indicar o relator. Ele criticou a articulação política do governo e avaliou que Bolsonaro e o presidente da Câmara estão numa "acirrada disputa pelo nada".

As preocupações com o andamento da reforma da Previdência podem ofuscar a forte agenda econômica da semana, que tem como destaques a ata do Copom e o IPCA-15 de março (na terça-feira), além do Relatório Trimestral de Inflação, o RTI (quinta-feira), enquanto no exterior sai o Produto Interno Bruto (PIB) do Estados Unidos (quinta-feira). Para esta segunda-feira, é esperada a nota do setor externo (10h30) e os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), às 14 horas.

Às 10h01, o DI para janeiro de 2020 subia para 6,585%, de 6,480% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 avançava para 7,29%, de 7,14%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 subia para 8,49%, na mínima, de 8,29% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2025 subia a 9,05%, de 8,84% no ajuste de sexta-feira.

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