Economia

Copom inicia hoje reunião para definir taxa Selic

Nova taxa será anunciada amanhã (17) após 2ª parte da reunião

16 Jun 2020 - 10h03Por Agência Brasil
Copom inicia hoje reunião para definir taxa Selic - Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (16), em Brasília, a quarta reunião de 2020 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 3% ao ano. Amanhã (17), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do dia.

A mediana (desconsidera os extremos nas estimativas) das projeções das instituições financeiras consultadas pelo BC prevê redução de 0,75 ponto percentual, para 2,25% ao ano, renovando o mínimo histórico.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Taxa de juros

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, o Copom considera que as alterações anteriores nos juros básicos foram suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As instituições financeiras consultadas pelo BC projetam inflação menor que o piso da meta, em 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 1,60%, este ano. Para 2021, a estimativa é 3%.

Edição: Graça Adjuto

Matérias Relacionadas

Economia

Jaraguá do Sul busca apoio para avançar em projeto inédito como cidade inteligente

A iniciativa é abrangente, envolvendo todas as experiências que Jaraguá vem adotando seja no campo da inovação na indústria, no comércio e na administração pública.
Jaraguá do Sul busca apoio para avançar em projeto inédito como cidade inteligente
Política

[VÍDEO] Ratinho cita Jaraguá como uma das cidades mais organizadas do Brasil

Em rede nacional, apresentador mandou abraço para o prefeito Antídio Lunelli e citou o município como referência para o país 
[VÍDEO] Ratinho cita Jaraguá como uma das cidades mais organizadas do Brasil
Economia

Governo do Estado inicia entrega de cartões do SC Mais Renda

Na manhã de segunda-feira, 26, foi realizada a entrega simbólica a três beneficiários no Centro Administrativo, em Florianópolis
Governo do Estado inicia entrega de cartões do SC Mais Renda
Economia

Apresentador Ratinho visita Jaraguá do Sul

A visita ocorreu após a matéria da "Revista Isto É" que destacou a cidade como polo industrial, econômico e de desenvolvimento
Apresentador Ratinho visita Jaraguá do Sul
Ver mais de Economia