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ECONOMIA

Brasil continuará incomodando países concorrentes no agronegócio, diz ministra

11 Mar 2019 - 14h14

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 11, em Não-me-Toque (RS), onde participa da abertura da 20ª edição da Expodireto Cotrijal, que o Brasil tem tudo para continuar incomodando seus principais concorrentes internacionais. Segundo ela, o setor agropecuário se estruturou e "está pronto para vencer todos os desafios, produzir cada vez barato e exportar produtos de grande qualidade".

"Não tem Estados Unidos, não tem China, não tem Mercosul, porque estamos juntos produzindo. E precisamos produzir cada vez mais barato, com competitividade, produtos de grande qualidade. Nós hoje exportamos para mais de 190 países", afirmou ela.

Conforme nota de sua assessoria, Tereza Cristina reafirmou o compromisso do governo Jair Bolsonaro de participar de todas as ações a favor do agronegócio. "Ele é nosso parceiro incondicional", disse a ministra aos produtores. Ela reafirmou sua decisão de aumentar a verba destinada ao seguro rural para que beneficie o maior número possível de produtores rurais.

"Como diz meu amigo Alceu Moreira (presidente da Frente Parlamentar da Agricultura), é preciso tirar os sócios ocultos do custo do agricultor brasileiro", disse ela, referindo-se às altas taxas de juros ainda cobradas do agronegócio.

A ministra disse que "não tem páreo" para a agricultura brasileira no mundo, e por isso ela está incomodando tanto. "A agricultura brasileira tem tudo para continuar na frente. Nós temos certeza disso. O campo se estruturou e nós vamos longe, vamos continuar incomodando muita gente.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, também presente ao evento, disse que boa parte dos 5 milhões de agricultores brasileiros não tem acesso à tecnologia e à inovação no campo e pediu que a Embrapa volte a acompanhar mais de perto o trabalho de campo.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, prometeu acabar com a burocracia que atrasa a concessão de licenças ambientais, melhorar a logística de escoamento da safra gaúcha pelo porto de Rio Grande e pelas estradas e reestruturar a máquina do governo, para que seja possível reduzir o custo tributário do setor.

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