ECONOMIA

Bolsas de NY fecham em baixa, com PIB dos EUA no radar

28 Fev 2019 - 20h08

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 28, com investidores reagindo aos números do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre. Além disso, foram monitorados notícias do setor corporativo e o diálogo encerrado antes do tempo entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,27%, a 25.916,00 pontos, o Nasdaq recuou 0,29%, a 7.532,53 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,28%, a 2.784,49 pontos.

No mês, o Dow Jones subiu 3,67% e até agora no ano ele avança 11,10%. O Nasdaq teve alta de 3,44% em fevereiro e até agora, de 13,52% em 2019, enquanto o S&P 500 ganhou 2,97% apenas em fevereiro e 11,08% no ano por ora.

Com a alta forte mostrada até agora neste ano, havia espaço para o ajuste de hoje. O movimento foi impulsionado pelo PIB dos EUA, que, embora acima da previsão, mostrou desaceleração econômica em relação ao terceiro trimestre. O PIB americano cresceu 2,6% no quarto trimestre, na taxa anualizada, acima da previsão de alta de 2,2% da mediana dos analistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin afirmou que o PIB do período foi afetado pela paralisação parcial do governo, "mas ainda é forte".

Economista-chefe da Spartan Capital Securities, Peter Cardillo disse que, além da paralisação do governo, influi também a incerteza no diálogo comercial com a China. Segundo ele, sem um acordo o crescimento deve ocorrer a um ritmo mais fraco. Cardillo acredita que pode haver um acordo que seja um meio termo entre as partes, o que "reduziria substancialmente" a chance de uma recessão em 2020.

Entre as ações em foco nesta quinta, papéis de tecnologia estiveram pressionados, com HP em queda de 18% após divulgar balanço na noite da quarta-feira com vendas que frustraram a expectativa no quarto trimestre. Gigante do setor, Apple teve baixa de 0,4%.

Por outro lado, o papel da J.C. Penney avançou 25% após a loja de departamentos divulgar números que surpreenderam analistas.

Na frente geopolítica, terminou antes da hora a reunião entre Trump e Kim, sem sinais de um acordo à vista pelo fim das armas nucleares na Península Coreana, como almejado pelo americano. Fonte: Dow Jones Newswires.

Premix Concreto

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