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ECONOMIA

Bolsas de NY fecham em alta após Fed indicar possível fim da redução do balanço

20 Fev 2019 - 20h29

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 20, em alta diante de sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que o processo de enxugamento do balanço patrimonial da instituição pode acabar este ano. Os agentes também digeriram comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as relações comerciais com a Europa, onde o número 1 da Casa Branca disse abertamente que pode impor tarifas a automóveis europeus importados.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,24%, aos 25.954,44 pontos; o S&P 500 avançou 0,18%, para 2.784,70 pontos; e o Nasdaq subiu 0,03%, para 7.489,07 pontos.

Sinais cautelosos do Fed e otimismo quanto a um acordo comercial sino-americano provocaram a recuperação das bolsas em Nova York este ano após o forte "sell-off" de dezembro, que fez tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq entrarem em "bear market", o território que indica 20% de queda em relação a um pico recente. A ata da reunião de política monetária de janeiro mostrou que os dirigentes falaram sobre a onda vendedora de ações e, além disso, discutiram um plano para encerrar a redução do balanço patrimonial da instituição. "O Fed está sendo consistente e os dirigentes são capazes de manter uma postura mais 'dovish' sem uma preocupação de que a inflação irá superaquecer", afirmou o diretor de investimentos da RegentAtlantic, Chris Cordaro.

Mesmo assim, a ata mostrou uma divisão no banco central, com alguns dirigentes defendendo que, se os riscos à economia diminuírem, a política paciente fique de lado. Assim, ações de bancos foram apoiadas em Nova York: o papel do JPMorgan subiu 0,48%, o do Citigroup avançou 0,40% e o do Bank of America teve alta de 0,96%.

Além da ata do Fed, os investidores também se atentaram às relações comerciais sino-americanas. Na terça-feira, Trump disse que os EUA podem não aumentar as alíquotas tarifárias sobre produtos chineses depois de 1º de março caso um acordo esteja próximo de ser alcançado. Para ele, o prazo não é "uma data mágica". Os comentários do líder americano nesta quarta-feira, porém, foram um pouco mais cautelosos em relação à Europa. De acordo com ele, se um acordo não for firmado com a União Europeia, os EUA irão impor tarifas sobre automóveis e autopeças importados.

Mesmo assim, o otimismo dos agentes se manteve, com as relações entre Washington e Pequim no foco. "Estamos esperançosos de que haja um resultado positivo, o que quer que isso seja. É isso o que o mercado está procurando", afirmou o diretor da empresa de gestão de patrimônio BOS, de San Francisco, Dave Campbell. Fonte: Dow Jones Newswires.

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